Blog pelo aumento da indeterminação da matéria e pela genitalização do caráter.
Também é um espaço que permite às gatinhas psicodélicas encontrarem seu destino.
7.5.09 :::
"Eis como quero o homem e a mulher: um apto para a guerra, a outra, apta para a maternidade; mas ambos aptos para dançar com a cabeça e as pernas.
E consideraremos como perdido o dia em que não tenhamos dançado; e consideraremos como falsa toda a verdade que não venha acompanhada de risos."
1.11.08 :::
Talvez isso seja útil para os que buscam esse blog procurando por "psicodelia". Com as palavras, Tim Leary et al. (et al é foda....).
http://www.experienciapsicodelica.kit.net/
2. Planejando uma Sessão.
Ao planejar uma sessão, a primeira questão a ser decidida é “qual é o objetivo?”. O Hinduísmo Clássico sugere quatro possibilidades:
(1) Pelo aumentado poder pessoal, entendimento intelectual, discernimento aguçado de si e da cultura, melhora da situação de vida, aprendizado acelerado, crescimento profissional.
(2) Por dever, ajuda a outros, providenciando carinho, reabilitação, renascimento para semelhantes.
(4) Pela transcendência, libertação dos limites do ego e do espaço-tempo; alcance da união mística.
Este manual visa primariamente ao último objetivo – o da libertação-esclarecimento. Esta ênfase não exclui a consecução dos demais objetivos – de fato, ela garante a sua consecução porque a iluminação requer que a pessoa seja capaz de ir além dos problemas dos scripts como personalidade, papel e status social. O iniciado pode decidir antes devotar a experiência psicodélica a qualquer dos quatro objetivos. O manual será de ajuda em todo caso.
Se há várias pessoas tendo uma sessão juntas, elas devem entrar em acordo por um objetivo colaborativamente, ou pelo menos estar conscientes dos objetivos de cada um. Se a sessão é para ser “programada”, então os participantes devem concordar colaborativamente quanto a um programa ou desing, ou concordar em deixar que um membro do grupo elabore a programação. Manipulações inesperadas ou indesejadas por parte de um dos participantes podem facilmente “prender” os outros viajantes nas ilusões paranóicas do Terceiro Bardo.
O viajante, especialmente numa sessão individual, pode também desejar ter uma experiência extrovertida ou introvertida. Na experiência transcendente extrovertida, o self está extaticamente fundido com objetos exteriores (por exemplo, flores ou outras pessoas). No estado introvertido, o self está fundido com processos vitais interiores (luzes, ondas de energia, eventos corporais, formas biológicas etc.). é claro, ambos os estados extrovertido ou introvertido podem ser mais negativos que positivos, dependendo da atitude do viajante. Também podem ser primariamente conceituais ou primariamente emocionais. Os oito tipos de experiências assim distinguidas (quatro positivas e quatro negativas) foram descritos mais propriamente nas Visões 2 a 5 do Segundo Bardo.
Para a experiência mística extrovertida traría-se à sessão objetos ou símbolos para guiar a consciência na direção desejada. Velas, fotos, livros, incenso, música ou passagens anotadas. Uma experiência mística introvertida requer a eliminação de toda estimulação: nada de luz, som, cheiro ou movimento.
O modo de comunicação com os outros participantes deve também ser pré-definido. Vocês podem concordar quanto a certos sinais, indicando silenciosamente o companheirismo. Podem estabelecer contato físico – dar-se as mãos, abraçar-se. Esses meios de comunicação devem ser preestabelecidos para evitar as más interpretações provenientes dos scripts[22] que podem desenvolver-se durante a sensibilidade elevada da transcendência do ego.
30.7.08 :::
Não sei como exatamente, mas andei pensando no nacionalismo, acho que tudo começou quando li esses textos sobre infra-sexo e tal, daí pensei em como no nosso mundo, em relação aos gêneros, lutamos, principalmente as mulheres, pois são elas quem estão na luta ativa por "igualdade", lutamos por igualar o que é diferente e tentar ser diferente no que somos iguais. Embora isso não valha só para esse tópico da atualidade. Enfim, só o que pensei foi:
O patriotismo, com seu máximo representado pelo ufanismo xenofóbico, é sempre mais prejudicial para a "pátria" em questão e seus compatriotas.
O patriotismo, assim como Jung afirma que "o núcleo de todo ciúme é a falta de amor.", é a falta de sentimento real de coletividade, comunidade, sociedade.
Se idiota (cujo radical id é o mesmo de identidade) é o que é, patriota é o idiota no sentido coletivo, e patriotismo poderia ser substituído, sem prejuízos, por patriotice, inclusive com lucros!!!
Que conste, depois desta longa reflexão a respeito do sexo e outros sexos que fiz a experiência de tentar estralar pipocas com celulares recebendo ligações e que não funcionou, de jeito algum, em hipótese nenhuma!!!
"
Até aqui falei principalmente do infra-sexo, mas me referi de passagem a certos traços do sexo normal.
Este, sendo o oposto perfeito do infra-sexo, está, antes de tudo, ligado aos outros aspectos da vida do homem e às suas manifestações mais elevadas. Ele não as impede nem lhes tira energia; a energia usada no funcionamento do sexo normal é imediatamente reposta devido à riqueza das sensações e impressões recebidas pelo intelecto, a consciência e o sentimento. Além disso, no sexo normal não há nada que possa ser motivo de riso, ou estar ligado a algo que possa ser negativo no homem. Pelo contrário, ele repele, por assim dizer, tudo o que é negativo, e isso ap esar da intensidade muito grande das sensações e sentimentos ligados a ele.
Não quer dizer que um homem de sexo normal esteja livre de sofrimentos ou decepções ligados à vida sexual. Longe disso, esses sofrimentos podem ser muito intensos e agudos, mas nunca são causados pela divergência interior entre o sexo e as outras funções, especialmente as funções intelectual ou emocional superior, como ocorre no infra-sexo. O sexo normal é coordenado e harmonioso, mas a vida não o é; portanto, o sexo normal pode muitas vezes acarretar muito sofrimento. Mas um homem de sexo normal não culpa as outras pessoas pelo seu sofrimento e não tenta fazer sofrer os outros.
No seu sentimento há uma grande compreensão da inevitabilidade e fatalidade de tudo o que se relaciona com o sexo, e é essa compreensão da inevitabilidade que o ajuda a encontrar um caminho através do caos das emoções contraditórias.
Nas pessoas de sexo normal, a natureza contraditó ria e descoordenada de muitas emoções ligadas ao sexo deve-se, muitas vezes, ao lado da influência da vida em geral e dos vários tipos de infra-sexo, a uma causa diferente. A psicologia européia raramente tocou nessa causa, embora, ao mesmo tempo, ela seja perfeitamente clara à observação cotidiana. Essa causa é a diferença entre os tipos. A ciência abordou e está abordando de diversos ângulos a idéia da diferença dos tipos, mas os seus princípios fundamentais são até agora desconhecidos. Até muito recentemente, admitia-se, com algumas modificações, a antiga divisão em "quatro temperamentos". Há algum tempo, havia diferentes "tipos de memória" estabelecidos, como a "auditiva", a "visual", a "narrativa", etc.; atualmente, há quatro tipos sanguíneos determinados; na endocrinologia há tentativas de dividir os homens em tipos de acordo com as "fórmulas" ou "constelações" deles, isto é, a combinação de secreções internas que atuam neles. Mas tudo isso está até agora muito longe do reconhecimento da diferença radical e essencial entre os vários tipos de pessoas, e do estabelecimento real desses tipos. Somente nas doutrinas esotéricas existe um conhecimento exato e completo dos tipos e portanto não faz parte do âmbito do tema aqui tratado. Tudo o que pode ser determinado por meio da observação comum está restrito ao fato de que, em relação à vida sexual, tanto o homem como a mulher estão divididos num certo número, não muito grande, de tipos fundamentais. Para cada tipo de um dos sexos há um ou vários tipos positivos do sexo oposto, que despertam o desejo. Em seguida, vários indiferentes, e vários decididamente negativos, isto é, que repelem. Nesse sentido são possíveis várias combinações complexas, quando, por exemplo, certo tipo de mulher é positivo para certo tipo de homem, mas aquele tipo de homem é ou negat ivo ou indiferente para aquele tipo de mulher, e vice-versa. Nesse caso, uma união entre dois tipos combinados inadequadamente produz manifestações, tanto externas como internas, de infra-sexo de uma das categorias enumeradas acima. Isso quer dizer que para a manifestação normal do sexo há a necessidade não só de um estado normal tanto no homem como na mulher, mas da união de dois tipos correspondentes.
Para uma compreensão correta das teorias esotéricas referentes ao sexo, é preciso ter pelo menos uma idéia geral do papel e da importância dos "tipos" na vida sexual.
Do ponto de vista ordinário, os homens e as mulheres são considerados muito mais semelhantes do que são na realidade, e muito mais livres em suas decisões e escolha, que parece ser ilimitada exceto pelas condições gerais da vida, as divisões de classe, etc. Na verdade, mesmo com a ajuda dos dados psicológicos geralmente conhecidos, é possível compreender como a divis ão de tipos se manifesta na vida e como as pessoas dependem dela.
A "singularidade do amor" sempre ocupou a imaginação dos homens. Por que esse homem ama essa mulher, e não aquela? E por que a mulher ama outro homem e não este, etc.?
Onde estão o fim e o começo desse curioso jogo de atrações, sentimentos, humores, sensações, vaidades e decepções? A resposta é: unicamente na divisão de tipos.
Para compreender o princípio dessa divisão, precisamos nos dar conta de que, para cada homem, todas as mulheres do mundo estão divididas em várias categorias, segundo o grau de sua influência potencial, física e emocional, sobre ele, e de maneira totalmente independente dos gostos, simpatias e inclinações expressas por ele ou elas.
As mulheres da primeira categoria, das quais há muito poucas para cada homem, despertam nele o máximo de sentimento, desejo, imaginação e sonho. Elas o atraem irresistivelmente, independente de quais quer barreiras ou obstáculos, muitas vezes para grande surpresa dele e, no caso de reciprocidade no amor, despertam nele o máximo de sensação. Tais mulheres continuam sempre novas e sempre desconhecidas. A curiosidade do homem a respeito delas nunca se enfraquece, e o amor que tem por elas nunca se torna, para ele, algo comum, possível ou explicável. Nesse amor se mantém sempre um elemento do maravilhoso e do impossível. E não há nenhuma debilitação no próprio sentimento do homem.
As mulheres da segunda categoria, de que há uma quantidade muito maior para um homem, também o atraem, mas nesses casos seus sentimentos são mais facilmente controláveis pela razão ou pelas condições externas. É um amor mais sereno, mais facilmente adaptado às formas convencionais, internas ou externas, pode se transformar com mais facilidade num sentimento de amizade ou simpatia e pode murchar ou desaparecer, mas sempre deixando atrás de si uma terna lembrança.
As mulheres de terceira categoria deixam o homem indiferente. Se são jovens e atraentes, podem impressionar a imaginação dele, porém não diretamente, mas através de algum outro interesse na vida, como orgulho, vaidade, razões físicas, comunhão de interesses, simpatia, amizade. Mas, tendo vindo de fora, esse sentimento não dura muito e se enfraquece. As sensações são débeis e sem cor. As primeiras satisfações esgotam geralmente todo o interesse. Às vezes, se as primeiras sensações forem bastante intensas, poderão se transformar em seus opostos, antipatia, hostilidade e coisas assim.
As mulheres da quarta categoria interessam ainda menos ao homem. Elas também podem atraí-los em certos casos, ou ele pode se iludir e pensar que elas o atraem. Mas as relações físicas com elas contém um elemento trágico. O homem absolutamente não as sente. A continuação da intimidade com elas é uma violação mecânica de si mesmo e pode castigar forte mente os nervos, produzir impotência e vários outros fenômenos de infra-sexo.
Naturalmente, deve-se compreender que uma mulher que, para um homem, pertence a uma categoria, pode pertencer, para outro, a uma categoria completamente diferente, e que o número de categorias pode ser maior ou menor para diferentes pessoas.
As mulheres estão exatamente na mesma situação; para elas também há diferentes categorias de homens; e igualmente muito pouco depende da sua própria decisão e escolha intelectual ou emocional. Tanto uma como outra estão preparadas para elas. Nenhum princípio moral, nenhum modo de ver, afeição, gratidão, amizade, simpatia, piedade, nenhuma comunhão de idéias ou interesses pode criar uma sensação quando ela não existe; isto é, nada pode mudar coisa alguma nessa verdadeira lei férrea dos tipos.
Na vida comum, devido às muitas influências externas que controlam as vidas das pessoas, a lei de atração e repulsão dos tipos modifica-se parcialmente, mas apenas numa únia direção. Quer dizer que mesmo os tipos certos e correspondentes podem se repelir mutuamente e não se sentir mutuamente sob a influência dos conflitos emocionais e da diferença de gostos e compreensão. Mas os tipos inadequados e não correspondentes não podem nunca ou em quaisquer circunstâncias sentir-se um ao outro. Além disso, mesmo o elemento mais insignificante de infra-sexo, no homem ou na mulher, arrasta suas relações, sentimentos e sensações recíprocas para uma categoria inferior, ou ainda destrói completamente tudo o que era positivo neles.
Se é de todo possível uma fuga da lei de ação dos tipos, só é possível observando os princípios da Karma-yoga e com plena compreensão da natureza da diferença entre os tipos. Mas isso se refere à vida daqueles que vêem ou estão começando a ver.
Na vida comum em geral, o princípio diretor é a cegueira. Mas esta é particularmente surpreende nte em relação às questões do sexo. Desse modo, na compreensão comum, não se admite, e até se desconhece inteiramente, a idéia de que, no caso da combinação inadequada de tipos, um deles, ou ambos, não sentirão absolutamente o outro. Além disso, não se leva em consideração que não há nada mais doloroso e imoral do que relações sexuais sem sensações; e também que o grau e a qualidade das sensações nas relações sexuais são evidentemente conhecidos, mas não se considera que dependam dos tipos. Isso não é absolutamente levado em conta, sem dúvida alguma, devido à influência do infra-sexo na vida.