Blog Coletivo, Transpessoal e Pichoniano
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A Several Species of Small Furry Episcopats Gathered Together in a Cave and Grooving With LSD

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30.4.03 :::

Tradicional Post de Despedida Mineiro, seja lá o que for isso. Nada de respostas da Cave, mas já tá resolvido, se não deixarem a gente entrar e nem devolverem o dinheiro, vamos ter que botar fogo na Klatu, é a única alternativa, fazer o que? Eu gosto do lugar, mas esse negócio de honra né? (sic)
Interpsico, uma balada incrível, miou a casa e lá vamos nós para as singelas, mas bem sociáveis, acomodações do Tradicional Alojamento Mineiro. Nada contra mineiros... Fecharemos um quarto, que deve ser uma sala de aula, para as pessoas mais sociáveis, que leriam este blog sem muito espanto e afins, se é que me entendem...
Parece que Tietê é rodeada de belos pastos bovinos, torçamos e apreciemos o orvalho matutino ou a garoa vespertina, tanto faz. Cogus = economia de ácido e mais diversão pra toda a família, como o sexo a dois, diria o Sato. Bom, acho que fico por aqui, não posso garantir a Cave, então não digo nada, qualquer notícia positiva será anunciada com o reluzente gorrinho vermelho, quiçá. Torçamos, de qualquer forma, viva o Interpsico. Até mais...

Incensenseiciador


Incensenseiciador ::: 6:25 PM

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Ah, dia das não respostas, dia da morte mesmo, que saco. Nada de resposta sobre a Cave, quando eu vou ficar sabendo, porra!? Eu quero meu convite!!!
E depois ainda me liga a Carla de Porto Alegre, daqui de Sampa, cai a ligação no meio, ligo de volta e ninguém atende. Depois, preciso dormir, acordar cedo, arrumar a mala, marcar uma entrevista, atender minha primeira paciente pela primeira vez, viajar, não ficar puto e não mandar todo mundo tomar no cu, caramba, caramba, merda, merda, merda, ahhhhh!


Incensenseiciador ::: 3:06 AM

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29.4.03 :::

Ia escrever um post falando dos meus sonhos... Ultimamente, minha vida onírica tem sido bem mais interessante que minha vida em vigília (que é onírica, também - mas acordado). Ia falar do sonho que o Homer Simpson descobre e explica porque o tempo não é linear, e como podemos viajar por ele sem nos prender numa noção linear...
Ia falar dos dois sonhos que eu tive, onde uma estrutura organizada tem um pedaço dela cada vez mais ampliado (como num microscópio), e cada vez que se amplia a estrutura tem um padrão mais complexo e mais caótico, até chegar num padrão totalmente caótico, um padrão orgânico (Li, em chinês), que pareceu pra mim como um segredo do universo, o próprio tecido da existência, por trás dos padrões artificiais e ordenados que criamos - uma representação visual do Tao. Teve o sonho em que me convenci que estava no meu corpo astral e em contato telepático com dois amigos meus. Aí acordei e continuei sentindo isso! (um dos amigos era o Loco - que nesse dia sonhou que estava passando energia pra duas pessoas que ele não sabia quem era). O sonho em que encontrei minha avó que já morreu pra dar um último abraço nela. E o sonho em que eu descobri que era um sonho, e usei as práticas do ioga dos sonhos tibetanos, e consegui abandonar a nóia dos desejos e do orgulho conscientemente e comecei a ver o céu através das paredes do meu quarto, e alcancei um estado de paz absurdo.... O sonho que tive hoje, quando eu abri meus olhos ainda dormindo e vi um poste segurando umas placas de trânsito, mas era a parede do meu quarto... E o melhor é que eu vi exatamente as mesmas coisas, mas a maneira como eu signifiquei elas é que fez a diferença, e aí dá pra ver como nossas mentes constroem a realidade....

bom, eu ia falar de tudo isso, mas não vou. Amanhã, vamos pro Interpsico, voltamos domingo, até mais......

SATO


SATO ::: 11:10 PM

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Hoje é o dia segundo do meu pequeno embriãozinho, dia do Enlaçador de Mundos Magnético Branco, kin 66.
Passada a missão de recém-formar-se, sigo meu caminho:
"Eu unifico com o fim de igualar
Atraindo a oportunidade
Selo o armazém da morte
Com o tom magnético do propósito.
Eu sou guiado pelo poder da morte."
Hum, difícil para um embriãozinho, mas de se pensar que de um dia para o outro viveu-se o dobro do já vivido, pode-se pensar se vale a pena continuar. Hummm... vale.
Desafiado pelo Guerreiro, aquele que ontem secretamente me orientou, reforçado pelo Caminhante do Céu, meu selo original (obrigado), orientado secretamente pela Águia, aquela que ontem me desafiou. Sem questionar.
Explorar e criar.
Começa hoje a Onda Encantada do Enlaçador de Mundos, a Onda Encantada da Morte.
O propósito (hoje) é igualar, o desafio conhecer, a ativação embelezar, a forma purificar, os recursos amar, o equilíbrio brincar, a ressonância influenciar, a integridade explorar, a intenção encantar, a manifestação criar, a liberação questionar, a cooperação evoluir e a presença refletir.
Meu guia é o Enlaçador de Mundos, a igualação.


Incensenseiciador ::: 5:32 PM

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AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Incensenseiciador ::: 4:11 PM

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28.4.03 :::

Ainda bem que o Sato me lembrou que tinha mais dois desenhos escaneados do caderninho, então lá vai:



Este primeiro é o negativo de uma mandala com esse maluquinho estranho no meio. Apesar da psicodelia do desenho, este é um desenho que eu não elaborei muito, peço pro Sato falar algo se quiser.



E finalmente uma aparição digital do já tão famoso personagem de todos os cadernos, das velhas paredes do meu quarto, agora pintado, das mesas de todas as salas de aula, da parede do C.A., o Maconhinha e seu inseparável amigo Sansão, ambos tocando Astronomy Dominé, a primeira música do primeiro disco do Pink Floyd (tem no Pulse, na coletânea, entre outros também). Esses personagens são dos mais antigos, mais perseverantes e mais gente boas, sendo os primeiro e únicos personagen permanente da Turma da Macônica, o Cascol aparece de vez em quando.


Incensenseiciador ::: 9:51 PM

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Ontem, 27 de Abril de 2003, ou dia 24 da Lua Planetária, 40 semana, Semente Cristal Amarela, kin 64, Portal de Ativação Galáctica, foi o dia da minha fecundação, o dia de plantar minha semente. O dia 0.
"Eu dedico-me com o fim de focalizar
Universalizando a percepção
Selo a entrada do florescimento
Com o tom cristal da cooperação.
Eu sou guiado pelo poder da inteligência."
Desafiado pelo Mago, reforçado pela Águia, orientado secretamente pela Terra. Sem encantar.
Criar e evoluir.
O propósito é explorar, o desafio encantar, a ativação criar, a forma questionar, os recursos evoluir, o equlíbrio refletir, a ressonância catalizar, a integridade iluminar, a intenção nutrir, a manifestação comunicar, a liberação sonhar, a cooperação focalizar e a presença sobreviver. Eis a Onda Encantada do Caminhante do Céu.
Meu guia é o selo do meu nascimento, o Guerreiro, o questionamento.



Se tudo der certo, dentro de nove meses lunares, ou 252 dias, nascerei, gregorianamente no dia 4 de Janeiro de 2004, Guerreiro Auto-Existente Amarelo, kin 56.



Hoje, o dia 1, primeiro dia de meu embrião é o dia da Serpente Cósmica Vermelha, kin 65.
Como embrião recém-formado:
"Eu persevero com o fim de sobreviver
Transcendendo o instinto
Selo o armazém da força vital
Com o tom cósmico da presença.
Eu sou guiado pelo poder da água universal"
Desafiado pela Águia, aquela que ontem me reforçou, reforçado pelo Mago, aquele que ontem me desafiou, orientado secretamente pelo Guerreiro, aquele que ontem me guiou. Sem criar.
Encantar e questionar.
Fecha-se hoje a Onda Encantada do Caminhante do Céu.
Meu guia é a Lua, a purificação.


Incensenseiciador ::: 4:07 PM

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27.4.03 :::

Tantas coisas. (depois que vi o quanto esse post ficou grande. Aos menos pacientes sugiro ler em partes, pelos trechos separados, ou pelo menos o último deles)

Outro dia acordei com um pedaço adaptado de "Tropicália" na cabeça que era "Na mão direita tem uma roseira, representando a eterna primavera, e aí!?", na frente do espelho, no banheiro, fiquei-me repetindo, "e aí?, e aí?", no mesmo dia, na minha supervisão, descobri que vou começar a atender essa semana agora, minha primeira paciente. Quando chegou a hora de eu ser orientado para o que fazer na primeira sessão, foi mais ou menos assim: "Então, Guilherme, o que você vai fazer é chegar pra ela e como que perguntar: "E aí, o que está acontecendo com você?" Nessa hora eu parei de pensar no "e aí!?" por aquele dia. Trocando idéia com o okoL na casa da Lets ele me disse que sentia esse "e aí!?" não só como a pergunta, "e aí, o que fazer?" mas também como o grito de dor, "ai, ai". Hoje, ouvindo a música, descobri que a frase é "Na mão direita tem uma roseira, autenticando a eterna primavera, e nos jardins os urubus passeiam a tarde inteira entre os girassóis. Viva Maria, ia, ia. Viva a Bahia ia, ia, ia, ia." Bom, "ia, ia, ia" pra "ai, ai, ai" e pra "e aí!?" são curtos passos.

Nesse mesmo jogo de significantes eis uma muito boa. Ficar repetindo "graças a deus, graças a deus, graças a deus" pode levar facilmente a ficar repetindo "desgraça, desgraça, desgraça".

Existem mestres em "nunca-serem e sempre-serem eles mesmos".

É muito fácil falar às pessoas sobre elas mesmas sem que elas percebam conscientemente, é só não falar delas. Lado ruim, manipulação sádica e interesseira. Lado bom, criação de um momento e movimento que no final, com ou sem a percepção da "manipulação", ou melhor, da condução da cena (como um mestre no RPG, embora eu não jogue isso, mas jogue Máfia, que é muito bom!), atinga-se um bem estar comum e também pessoal tanto do "orientador" quanto dos "orientados", já que os papéis acabam por se confundir.

Nesse mesmo tema, incríveis os campos que podem se formar de reuniões de pessoas. Eu costumo chamar de "psicose compartilhada", mas na verdade podemos pensar sempre na baixa do ego para que os conteúdos inconscientes mais ou menos comuns circulem pelo grupo mais facilmente. Hoje no almoço foi incrível, conversas sobre o que tinha sentido com ecstasy, mulheres entre outras coisas.

No mesmo almoço percebi, depois, questões bem interessantes sobre o tempo do inconsciente, isto é, o fato de que o tempo inconsciente, mais próximo do real (se pensarmos que a camada mais profunda do inconsciente é o inconsciente coletivo, quanto mais dentro, mais fora e vice-e-versa), passa, vai para frente (ou para trás, para os lados, pra cima...) por meio de atualizações, de remodelações, nunca por meio de um mecanismo automático do qual não se tem mais controle, como um relógio, nós somos as engrenagens, os ponteiros e a bateria de nosso próprio relógio. Pra tornar isto mais concreto, percebi que assuntos antigos, de outras possibilidades de encontro como este almoço com as mesmas pessoas, foram continuados como se tivessem acabado de acontecer. Justamente porque inconscientemente tais "conteúdos" estavam praticamente imóveis durante todo este tempo. Um exemplo análogo é o que fizeram com a obra do Chico Buarque, lançaram CDs do tipo, "Chico Malandro", "Chico Político", "Chico Romântico". Não se seguiu uma divisão cronológica, mas um outro tempo. Esse exemplo é bom pra mostrar outro lado também, que é o da impossibilidade prática da divisão. Embora eu diga que os conteúdos estavam imóveis, afirmo que estavam "praticamente imóveis", mesmo assim, mais o conteúdo e pouco a forma, não somos compartimentos incomunicáveis. Como quando dizem que todas as músicas do Chico são políticas. Não invalida a divisão e a divisão não invalida a afirmação!

Outra coisa, também relacionada a isto tudo de certa forma, foi eu ter percebido também alguns pontos importantes da diferença entre as preocupações mais neuróticas e as mais borderlines (e psicóticas por tabela), com as quais costumo me identificar mais (fronteiriças, limítrofes, sendo o limite entre a neurose e a psicose, sendo também que costuma-se afirmar em algumas teorias (todas psicanalíticas) que não existe estrutura borderline, mas é sempre um estado confuso e instável, que não creio que eu concorde). Bom, estou chamando de preocupação no caso um movimento em direção à individuação, ao prazer e à manutenção da continuidade do ser, à vida criativa (até mesmo os sintomas mais patológicos têm essa função, mas no presente discurso estou em um contexto de ação "mais cosciente"). Na preocupação neurótica o que mais "pega" é compreender e estabelecer o campo, perceber em que "nível" as coisas estão acontecendo (mais ou menos pessoais/individuais, mais ou menos sexuais, instintivos, culturais), o psicótico fica pra depois, os conteúdos trazem a preocupação de que se situe-os, pode acabar por ignorar-se o conteúdo em si. No extremo patológico da coisa o que acontece é a aparência fútil, a preocupação excessiva em exibir uma mensagem sempre "ajustada", dentro do contexto, sem se importar com o contexto.
Na preocupação fronteiriça o que "pega" é justamente juntar as partes, não se submeter de um lado à realidade e de outro aos conteúdos inconscientes crus. O que acontece é que o campo é deixado de lado, é o "menos importante", e as coisas podem acontecer do jeito certo na situação errada ou com a forma errada na situação certa. O ponto que ser alcançado na situação precisa estar dentro do contexto também, não só com o discurso certo.
Na preocupação psicótica o que "pega" é o que é você e o que não é você. Falta um mecanismo de diferenciação, o ego, ele é muito fraco se e quando existe algum ego (ou a ausência total já é o autismo?)
Do ponto de vista do sofrimento, o ego neurótico sente que falta algo. O ego fronteiriço sente-se sempre incerto, no como ou no quando age/fala. O "ego psicótico", de tão fraco, só o que consegue é perceber sua própria incapacidade, e é isto o que causa o sofrimento (o autista basicamente é um ser que sobrevive).
Do ponto de vista do engodo, já que tais estruturas são frutos e defesas do e contra o engodo, isto é, são as possibilidades de relação com a cultura e a sociedade, o neurótico precisa estar adaptado ao engodo. O "fronteiriço" está perdido no quando, como e quanto é pra se adaptar ao engodo. O psicótico não suporta o engodo (o autista nega, não estabelece relação).
Se pegarmos a frase "a embalagem valoriza o produto", emblema do engodo econômico-marqueteiro, podemos pensar nas formas da personalidade. No neurótico a embalagem é o produto. No "fronteiriço" os produtos são embalados no lugar errado, o produto não cabe na embalagem, essas coisas. No psicótico "o produto é só meu e eu faço questão de mostrar isso pra todo mundo" (o autista não produz nem tem onde guardar).
O ser realizado, individuado e criativo na teoria-utopia, não se preocupa, não sofre, adapta pra se adaptar e se adapta para adaptar, (dinâmica criativa), os conteúdos estão sempre no momento certo, eles criam o momento, o fluxo dentro=fora=dentro=fora é aberto e contínuo, a psicodelia ("psico" do grego psyche, alma, espírito, intelecto, "delia", do grego dêlos, colocar pra fora, manifestar, evidenciar). Não precisa e não se interessa pela embalagem e não consome pelo produto, mas pela necessidade em forma de vontade. Liberdade.


Incensenseiciador ::: 5:56 PM

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Depois de ficar mais de 42 horas sem dormir você chega em casa e qual é a primeira e única coisa que passa pela cabeça? Óbvio que é se aceitar o desafio de escrever algo coerente e publicar na internet!

A gente duvida da realidade ou é a realidade que duvida da gente?


Incensenseiciador ::: 2:27 AM

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26.4.03 :::

AHHHHHHHHHHHHHHHHHH, não vou dormir, noite varada agora aguenta!

Incensenseiciador ::: 4:19 PM

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Esqueci de perguntar: quem foi que deixou um recado na minha caixa postal com um trecho de uma música clássica e mais nada?
Hahahaha, estou no telefone com o Sato, ele acabou de me dizer que foi o Busílis!

Assinatura dos últimos três posts:
Incensenseiciador querendo saber, e ai?


Incensenseiciador ::: 3:46 PM

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Churrasco, casa um, casa dois. Carne, cerveja, maconha, b25. Ah, não creio, pseudo-lança de novo. Que coisa estranha. Que bizarro. As pessoas, um monte de pessoas! Conversas particulares, duas, não, uma conversa, incrível, valeu okoL, uma relação estranha e, em um nível que seja, frustrada. Por que o quê?
E ai?
E ai?
E ai...


Incensenseiciador ::: 3:40 PM

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Quando Ahhh!!!, o grito, e Humm!!!, a própria exclamação, opostos no círculo infinito, se encontram, do outro lado, eis a possibilidade do gemido de prazer...

Incensenseiciador ::: 1:23 PM

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25.4.03 :::

Ufa, estou vestido, isso pelo menos quer dizer que eu não sou um rei estúpido (como qualquer rei), querendo dar uma de inteligente.

Incensenseiciador ::: 11:13 AM

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24.4.03 :::

Ah, cortei o cabelo, sempre faço isso em dias que quero me castrar, estranho...

"Eu e você, você e eu, nós quatro fazemos a notícia." - Apresentador do Cidade Alerta falando com o telespectador.

Descobri minha incrível capacidade de "me viciar" em coisas bizarras, como pirulitos que viram chiclete, inaladores de cânfora ou cápsulas de remédio vazias (sic).

Skol Beats???

Minha fisioterapeuta contou detalhes íntimos de sua vida pra mim hoje, do nada, dos seus amigos maconheiros e cheiradores e por ai vai, legal! Ah, não sei porque eu faço fisioterapia mais, é mais ou menos porque não consigo ir lá e falar que não quero mais fazer, do nada, além de sempre mudar de idéia quando saio de lá reconfortado, embora acabado pelos alongamentos. Sempre satisfeito com as massagens, RPG é legal!

Percebi que não só que eu "voltei" no tempo e contei pra todas as pessoas tudo aquilo que eu tinha tentado contar antes em entrelinhas, parece que tudo o que eu falei abertamente foi re-significado, logo, todo o passado está tão "normalmente estranho" quanto o presente e o futuro já não é tão ansioso, que coisa...

"Olhar pro passado dá preguiça, olhar pro futuro dá medo", isso estava num texto do jornalzinho da psico, num texto auto-crítico inerte, crítica auto-destrutiva da própria crítica, bom, o texto não interessa, mas acho que são esses olhares dessa frase que devem ser/foram/são/serão superados, como uma ruptura de campo.

Depois volto pra publicar mais páginas do mágico caderninho, assim como uma piração esquemática do espaço-tempo-anti-engodo...



Incensenseiciador ::: 8:21 PM

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Uma conversa bem inesperada no icq hoje, me deu um tesão danado.
Pena que ela não lê, nunca leu o blog... Ah, vamos ver!

Vim pra isso, precisava dizer, acho...

Beijos de boa noite.

Incensenseiciador


Incensenseiciador ::: 12:36 AM

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23.4.03 :::

Lá vai, loucura surtada:

"No meio do caminho tinha uma pedra,
tinha uma pedra no meio do caminho..."

Sabe, hoje acabei sendo um sofá, estranho não? Eu era um sofá.
Acho que viciei em vick inalador de cânfora com mentol.

Fiz uma musiquinha sobre o diálogo dos meus pés:
"- Oi, eu sou o pé esquerdo.
- Oi, eu sou o pé direito.
- Juntos formamos o par de pés do Guilherme, tralalalalá.
- Juntos formamos o par de pés do Guilherme, tralalalalá..."

Complicado esse negócio de ser sofá...

Será que isso é surtado demais?


Incensenseiciador ::: 11:20 PM

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Extratos do Caderno do okoL (com uma pirâmide na capa, sobre um mapa de alguma região misteriosa do mundo), sob a influência do tolueno:

"APENAS ACEITE
A vida é um sonho
Psicodelia é o contato da realidade
Somos nós sozinhos
soltos no mundo
Mundo é caos

Nos damos as mãos,
AMAMOS
Seguimos em frente
Mais não pode ser dito

Estou feliz por estarem comigo
Apenas existo ---> PAZ"

E, é claro, as mensagens dos E.T.s:

"A verdade é negada aos que sofrem de prisão de ventre."
"Aquilo que vocês chamam de câncer vem dos dentes."
Ass: E.T.s

(reflitam sobre isso; depois não digam que não fomos avisados.)
SATO


SATO ::: 4:28 PM

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Eu ia falar nesse post das coisas mais podres do tolueno, da desgraça que é, da fato dele, como bom solvente, realmente dissolver os dentes, os ossos, o estômago, da destruição que ele pode provocar em uma pobre alma. É um veneno mesmo. Na verdade não queria falar sobre isso, não quero ficar falando que eu sei todas essas coisas e continuo fazendo. Queria saber que eu sei, queria que as pessoas apenas soubessem que eu não quero me matar, que eu não estou me matando, simplesmente sei e faço. A outra idéia do post era falar sobre a sacola, encher a sacola com aquele creme cor de doce-de-leite de cheiro intenso. É uma das coisas mais engraçadas que existem, é algo que me faz rir muito, mas é algo de que eu me nego a fazer qualquer apologia, discuto um mínimo de opinião, não quero falar nada.
Mas depois resolvi que o que eu queria falar nesse post era do estranhamento que eu estou sentindo em relação ao mundo. As pessoas estão falando diferente comigo, eu estou diferente com as pessoas, mas tudo parece tão normal quanto antes. Desde, durante a viagem, quando eu tentava falar isso pro André e ele não via nada de diferente, das merdas que eu falei pra Anita e tenho que pedir desculpa, das conversas antes de dormir com o Sato. Das conversas sóbrio (em recuperação), com o Sato e o Loco depois que tínhamos parado com tudo. Das conversas com os dois no carro. De como combinamos a carona. De como fui recebido e comprimentei as pessoas no corredor da psico, o Andrezinho, a Nicole, a Dani; no C.A., o Xamã, a Karu, o Ime, a Bárbara, o terceiro André; o Busílis e o Padre na Pró-Aluno; a Clodine, o Tatá e a Marcela na lanchonete, o lanche que eu comi com a Val, o Tigrão, o Baiano, o Igor e o Sato, os comprimentos no banheiro do Alex do xerox (é Alex o nome?) e do Guará. Da hora que o André chegou com a Smurfete, o sorriso da Lúcia no C.A., a despedida de todos, a conversa com o Igor no ônibus, a bizarrice surreal que é uma sala de espera de dentista, a bizarrice que é fazer um molde dos dentes e morder uma cera vermelha "fortão", mais conversas com Sato e Loco no carro, as conversas com o meu irmão, meu pai e a sua mulher, a pizza que eu comi, a troca de comentários de posts de blog com a Letícia (embora, descobri depois, ela tenha mil blogs), a Mara e a PassiveAgressive, as conversas no telefone com a minha mãe e com uma amiga, mais do meu irmão do que minha, as conversas pelo icq com um velho amigo, com um primo desconhecido, com a Daniele e com a Raquel (além do e-mail que eu mandei pra ela), os e-mails que eu mandei pra Carol de Ribeirão, pra Mariana que me viu de gorrinho na Solaris, o comentário no blog da Carla... Enfim, foi tudo normal, absolutamente normal, mas achei tudo totalmente diferente e estranho, apesar, ou além de, totalmente sincero.
O que me parece é que, assim como os períodos em que não me lembro de nada, onde perdi totalmente a consciência, o que pode ser provocado tanto pelo corpo não suportar mais o tolueno ou pela incapacidade do ego de suportar ou por estar totalmente dissolvido, tanto faz, períodos esses em que o inconsciente simplesmente pode falar o que quiser, eis porque eu tinha certeza de que éramos todos deuses num grande jogo de forças que determinava os movimentos do universo, assim como tudo isso aconteceu durante a experiência, parece que a sensação da atemporalidade é algo real e que tudo o que eu já havia conversado com todas essas pessoas que eu citei acima antes da viagem, ou melhor não o que eu havia conscientemente conversado, mas tudo o que havia de subliminar, nas entrelinhas, de indiretas, inconscientes ou negadas, material análogo ou homólogo ao que apareceu nos períodos de inconsciência da viagem, parece que eu voltei aos diálogos antigos e disse tudo aquilo que eu queria dizer e que eu dizia inconscientemente para as pessoas mesmo que elas não saibam disso, mesmo que elas não percebam nenhuma diferença, como tudo o que eu disse e não lembro, é essa a sensação que me ficou.
Difícil de entender, difícil de aceitar, mas ainda mais difícil é experimentar e tentar dizer...


Incensenseiciador ::: 12:22 AM

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22.4.03 :::

"A psicodelia é o estado natural do homem"
[Sato]

Essa frase do Sato resume bem as coisas. De resto, vivemos uma psicose compartilhada, não havia mais ego, o problema, aliás, é que faltou um ego coletivo, um portaivoz do ego, já que cada na vivência direta do inconsciente coletivo cada um acaba vivendo uma função. Tudo que vivíamos era uma realidade peculiar e só nossa, algumas regras da lógica, da sociedade, do espaço e do tempo foram quebradas, mudadas, as relações eram outras, fiquei mal com a manifestação, muito minha, muito dos outros, da perversão, acabo sempre encarnando um id perverso, isso é foda, mas é construtivo também, aprendi muito, sou uma pessoa muito diferente, estou estranhando como estou vendo tudo diferente, como as pessoas, falando as mesmas coisas que sempre falaram, do mesmo jeito, estão me dizendo coisas diferentes. Espero que isso se mantenha, saudável...


Incensenseiciador ::: 8:31 PM

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O Incensenseiciador acha que pode queimar nosso filme falar que ficamos cheirando cola esses três dias que passamos na Riviera, então não vou falar.
Vou falar só que, no Tarô, o símbolo do tempo é uma pessoa segurando dois vasos especiais, um em cada mão. Por entre esses vasos, têm uma corrente, uma corrente com todas as cores do arco-íris, um fluxo entre os dois vasos. Não dá pra saber de que vaso sai a corrente, e pra que vaso vai, a impressão é que o fluxo segue os dois caminhos. Um vaso é o passado, o outro é o futuro. O presente é o fluxo, todas as cores, todas as coisas, que estão entre os dois vasos, indo nas duas direções. Isso ajuda a compreender as experiências que eu tive nesse fim de semana. Passei pelos sete estados de consciência do Timothy Leary, ou, seguindo a teoria que fiz hoje de manhã fritando na cama, passei pelas sete nóias dos chakras. Não foi nessa ordem, mas todas essas coisas ocorreram nos últimos dias. A Nóia material, necessidades básicas, tinha que cumprir meus instintos, comer, cagar, mijar, ter conforto, carinho. A Nóia sexual, essa é fácil de entender, precisar satisfazer o desejo de sexo, mas só o de sexo, não o desejo de relações com as pessoas. A Terceira Nóia, a do poder, da megalomania, achar que sou a reencarnação de alguém muito elevado espiritualmente, que estou no mundo pra ajudar a todos (=ter poder sobre todos), que entendo tudo mais do que as outras pessoas... Puta solidão, essa nóia. A quarta Nóia, quarto chakra, emoções, sentimentos, necessidade de extravasar meu amor, dizer pras pessoas que eu amo como eu as amo, e tal. E não só amá-las. Quinta Nóia, comunicação, precisava falar com as pessoas, elas tinham que me ouvir, mas continuavam me ignorando sempre, ficava falando sozinho. Aqui que eu acho que entendi o estado da Sayuri na Psychotropic. Mas não tinha ninguém pra ser meus pais, lá, então não regredi. Fiquei só falando. A sexta, terceiro olho, percepção total das coisas, a beleza das cores, do caos da existência, a queda da barreira das palavras, o estado de contemplação, mas só eu estava lá, e minha cabeça continuava falando. E a sétima, aí já não é nóia mais, estado de transcendência, transpessoal, percepção total das coisas, compreensão total, eu sou tudo, eu sou você, nõs todos somos tudo, tudo somos nós. A reconciliação de todos os estados anteriores, a queda da barreira que me separa do mundo e das pessoas, a paz..... A nóia é manter isso nesse mundo....Não conseguir pôr em palavras, não conseguir trazer ninguém pra junto de mim...É aqui que eu via o fluxo do tempo como no Tarô, que eu falei antes.


SATO


SATO ::: 6:43 PM

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Busílis ::: 12:08 PM

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19.4.03 :::

Vou-me embora para Pichon-Riviera
Lá sou amigo do Useless Murphy [vide foto no menu ao lado]
Lá tem o Loco e os loucos,
Inclusive eu, quando lá chegarei.


Incensenseiciador ::: 10:41 AM

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A existência nos mostra que há um tempo, que é a vida.

O tempo nos mostra que há uma existência, que é a vida.

A vida nos mostra que não há tempo ou existência...


Incensenseiciador ::: 10:29 AM

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É lógica e racionalmente inconcebível ser aceito pelo senso comum a idéia de que temos que passar a maior parte do tempo em que estamos acordados trabalhando ou nos preparando para o trabalho. Além disso, o tempo em que não estamos trabalhando é também visto como descanso do trabalho, ou seja, para o trabalho.

- Filhinho, o que é que você quer ser quando crescer?
- Ué, eu quero continuar sendo eu, não pode?
- ...


Incensenseiciador ::: 10:28 AM

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18.4.03 :::

Não me lembro se já contei essa história aqui no blog, se já contei vou contar de novo. Uma série de fatores estranhos me leva a fazer isso, começando pelo fato de estar escutando Cat Power, o que não necessariamente faz algum sentido.

A revelação de que Janis Joplin é Deus

A mágica mistura de São Thomé das Letras com o LSD proporcionou algumas das coisas mais incríveis, inclusive a inspiração inicial para este blog, a atividade humana de incensenseiciar, pringles. Acontece que a mais bizarra das revelações foi uma mistura mais complicada da cidade, sensações nostálgicas de LSD passados e a expectaviva de um vindouro. Parece que o fato de saber que em breve vai se colocar um quadradinho de papel embaixo da língua por si só já é bastante lisérgico. Saiu no jornal que ratinhos liberam dopamina no cérebro momentos antes de apertarem barrinhas que liberam cocaína, depois de já viciados, em mais uma pesquisa idiota pra mostar o que todo mundo já sabe. Isso não vem ao caso, mas uma hora eu teria que falar que acabei por perder em Trindade a minha virgindade nasal (sic), um tirinho de nada que deixou tudo meio dormente, não tinha mais, não, não quero ficar bicudo, credo.
A viagem toda ainda se deu durante um banho, que é a atividade cotidiana mais próxima do estado crepuscular. Além disso, o banho foi tomado no banheiro da suíte onde se encontra o lustre com o qual se calcula o pringles (vide docionário. Aliás, a pintura do banheiro, do quarto e da pousada como um todo eram totalmente lisérgicos). Combinamos todos que aquele dia em São Thomé usaríamos camisetas significativas, mesmo que escondidas embaixo de malhas e casacos do frio invernal. Sato estaria usando sua camiseta Escheriana, okoL usaria uma do Hendrix e eu colocaria uma do Pink Floyd, fetiches psicodélicos, diga-se de passagem.
Parece que durante o banho acabei me perguntando, ou concluindo que o LSD seria o pai de algo relacionado ao Hendrix, ao Floyd e ao Escher, coisa do tipo. A pergunta mesmo foi, quem é que seria a mãe de tudo isso? Ah, na mesma hora ela revelou-se na minha cabeça, uma manifestação utópica do arquétipo da grande mãe, a imagem viva de Janis Joplin, mãe da lisergia, da psicodelia, de tudo o mais.
Nada mais óbvio, então, do que concluir que na verdade tudo o que chamamos de realidade, de mundo, de tempo, de espaço e de todas as dimensões não passam de uma viagem de ácido da grande mãe, vejam só, Janis a mãe, LSD o pai, unidos e nós, os frutos de tão miraculosa união.
Sim, nós não passamos de uma viagem de ácido da Janis, a mudança da percepção do tempo permite imaginar que anos de nossa história possam significar apenas minutos de uma viagem de ácido, então toda a nossa História, do momento em que acreditamos que Janis teria morrido não passam de pura imaginação, o que sabemos de antes provavelmente tem algo de realidade que ela viveu distorcida, não é possível saber em que momento de sua viagem ela começou a achar que estava morta, mas isso não importa.
Um fato revelador, que já foi dito nesse blog e que agora repito, é que na mesma viagem para São Thomé surgiu como algo significativo para nós o número 4,50 (lido quatro e cinquenta). Parece que quatro, as quatro dimensões, os quatro pontos, tudo que tem quatro, não são suficientes para determinar o mundo, sendo necessária mais meia dimensão, seja lá o que isso for. Acontece que 8 meses do nosso tempo depois, na Trance Formation, Pirenópolis, Goiás, descobri, em um livro, que Janis Joplin foi encontrada morta segurando US$ 4,50 (leia quatro dólares e cinquenta centavos, ou quatro e cinquenta dólares). Se isso não dá margem à comprovação cega e dogmática da realidade que é o fato de Janis Joplin ser Deus, não haverá nada que o possa fazer.
O que nos resta fazer é aceitar o fato e conviver com a idéia de que Deus não quer nada de nós além de que não nos afundemos em nossa própria bad trip...

Incensenseiciador

Fato bizarro: Inexplicavelmente eu tentei publicar este post milhares de vezes até a assinatura e sempre aparecia no lugar do texto normal a frase "O texto esá vazio." Fiz vários testes, publiquei frase por frase e foi aparecendo certinho até eu colocar a mensagem toda, quando a frase voltava. Misturei metade do texto com o metade do post anterior, publicou certinho. Tentei publicar o texto até a assinatura de novo, não deu certo. Escrevi em baixo "Ahhh", ai funcionou, agora estou substituindo o "Ahhh" por essa nota.


Incensenseiciador ::: 8:03 PM

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Isso é uma citação que eu tirei do livro "Um novo modelo do universo", do P. D. Ouspensky. Mas é um trecho que o Ouspensky cita, que foi escrito por um tal de Oswald Wirth no livro "O simbolismo hermético", no final do século XIX. É meio grande, mas vale a pena ler, é muito bom.

"Sempre podemos estudar um símbolo de um número infinito de pontos de vista; e cada pensador tem o direito de descobrir no símbolo um novo significado correspondente à lógica de suas próprias concepções.
O fato é que os símbolos se destinam justamente a despertar idéias adormecidas em nossa consciência. Eles suscitam um pensamento por meio de sugestão e, desse modo, fazem com que a verdade que permanece oculta nas profundezas de nosso espírito se manifeste.
Para que os símbolos possam falar, é essencial termos em nós os germes das idéias, cuja revelação constitui a missão dos símbolos. Mas nenhuma revelação é possível, se a mente está vazia, estéril e inerte.
Por essa razão, os símbolos não atraem qualquer pessoa, não falam a qualquer um. Eles frustram especialmente as mentes que pretendem ser positivas e que baseiam seu raciocínio em fórmulas científicas e dogmáticas inertes. A utilidade prática dessas fórmulas não pode ser contestada, mas, do ponto de vista filosófico, representam apenas um pensamento frio, artificialmente limitado, tornado inalterável em tal extensão que parece morto em comparação com o pensamento vivo, ilimitado, complexo e móvel, refletido nos símbolos.
É perfeitamente claro que os símbolos não são criados para explicar o que chamamos verdades científicas.
Pela própria natureza, os símbolos devem se manter elásticos, vagos e ambíguos, como os ditos de um oráculo. Seu papel é desvendar mistérios, deixando à mente toda a sua liberdade.
Ao contrários das ortodoxias despóticas, um símbolo favorece a independência. Só um símbolo pode libertar o homem da escravidão das palavras e fórmulas e permitir que ele alcance a possibilidade de pensar livremente. É impossível evitar o uso de símbolos, se desejamos penetrar nos segredos (mistérios), vale dizer, naquelas verdades que podem muito facilmente ser transformadas em desilusões monstruosas, logo que as pessoas tentem expressa-las em linguagem direta, sem o auxílio de alegorias simbólicas. O silêncio imposto aos iniciados encontra nisso sua justificativa. Os segredos ocultos exigem, para sua compreensão, um esforço do intelecto; eles podem ilumina-lo interiormente, mas não podem servir de tema para argumentos retóricos. O conhecimento oculto não pode ser transmitido nem oralmente, nem por escrito. Ele só pode ser adquirido através de meditação profunda. É necessário penetrar profundamente em si mesmo a fim de descobri-lo. E aqueles que procuram fora de si mesmos estão no caminho errado. É nesse sentido que devemos compreender as palavras de Sócrates 'Conhece-te a ti mesmo'.
Na esfera do simbolismo não devemos tentar ser demasiadamente exatos. Os símbolos correspondem a idéias que, por sua própria natureza, são difíceis de abarcar, e que são completamente impossíveis de reduzir a definições escolásticas.
Em última análise, a escolástica só conduz a palavras, quer dizer, a algo inteiramente artificial. Por sua própria natureza, uma palavra é um instrumento de paradoxo. Qualquer assunto pode ser defendido por meio de argumentação. Isso se passas porque nenhuma disciplina se ocupa de realidades que alcancem nossa consciência por si mesmas, mas apenas de suas representações orais, das fantasias de nosso espírito que às vezes se permite ser iludido por essa falsa moeda do nosso pensamento.
A filosofia hermética se distingue por sua capacidade de se afastar das palavras e mergulhar na contemplação das coisas em si mesmas, em sua própria essência.
E não há nada surpreendente no fato de que, sob essas condições, a filosofia se dividiu em duas correntes. Uma se originou na lógica de Aristóteles e manteve a possibilidade de chegar à verdade pelo caminho do raciocínio baseado em premissas consideradas incontestáveis.
Essa era a filosofia oficial, ensinada nas escolas (comuns), daí o termo 'escolástica'.
A outra filosofia seguia outra direção, sempre mais ou menos oculta, no sentido de que era sempre disfarçada em mistério e transmitida em seus ensinamentos somente sob a capa de enigmas, alegorias e símbolos. Através de Platão e Pitágoras, essa filosofia sustentava ser proveniente dos Hierofantes Egípcios e do verdadeiro fundador da ciência deles, Hermes Trismegistos, daí ser chamada 'hermética'.
O discípulo de Hermes era silencioso, nunca discutia nem tentava convencer ninguém de coisa alguma. Fechado em si mesmo, absorvia-se na meditação profunda e, finalmente, por esse meio, penetrava nos segredos da Natureza. Ele ganhava a confiança de Ísis e entrava em relação com os verdadeiros iniciados. A gnose abria-lhe os princípios das sagradas ciências antigas, das quais se formaram, gradativamente, a Astrologia, a Magia e a Cabala.
Essas ciências, oficialmente denominadas 'mortas', referem-se todas ao mesmo assunto, à descoberta das leis ocultas que governam o Universo. E diferem da ciência oficial dos processos físicos por seu caráter mais misterioso e transcendental. Essas ciências constituem a filosofia hermética.
Essa filosofia se distingue, além disso, por nunca se ter contentado em ser puramente especulativa (teórica). Na verdade, sempre seguiu um objetivo prático, buscando resultados concretos; seu problema sempre dizia respeito ao que se chama Realização da Grande Obra."

Falou e disse.

SAto


SATO ::: 2:21 PM

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Algumas coisas: descobri que em Portugal existem pelo menos duas pessoas chamadas ou apelidadas de Busílis. Falando no próprio, parece que o Busílis postou dois verbetes no Livro Sagrado Docionário um sobre a complicadíssima teoria dos 3-p e outro sobre os caras. Como de praxe, seus verbetes costumam ser os mais incompreensíveis. Qual era mesmo a outra coisa que eu ia falar?

Incensenseiciador ::: 2:14 PM

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Momentos mais ou menos solitários, como costuma pedir a vontade, encontros estranhos, "Gui, me fala algum delírio engraçado que você esteja tendo." Bolachas Waffles de chocolate. Período de reflexão solitária sob a Lua e com trilha sonora das ondas do mar, frequentes encontros mandálicos, a descoberta do funcionamento da sociedade dos cachorros, a revelação de que também os cachorros são anjos mensageiros. A melhor coisa, porém, foi a experiência com a tal da iluminação pública da cidade. Depois de diversas caminhadas para o lado mais comum cada vez mais chamava a atenção aquela luz dourada que iluminava até um metro antes dos limites do camping. Em uma das caminhadas, eu e o Sato, "nós não vamos mesmo pro lado da luz dourada, né?", seguimos no mesmo instante.
Era uma lâmpada de rua de cor dourada aparentemente única na cidade, com espaço de iluminação bem delimitado. Seguia-se um espaço de rua escura com casas iluminadas, depois outra luz, branca, que indicava a entrada da cidade propriamente dita, da área urbana. Depois da luz branca não havia mais iluminação, somente a natural. No limite entre a luz e o escuro um fenômeno incrível, no lado claro havia, bem próximo do limite, um clarão azulado que era a parte mais brilhante de toda a área iluminada, ao seu lado uma penumbra cinzenta de uns 3 metros marcada, do outro lado, por uma faixa bastante escura, a parte mais escura das proximidades não iluminadas, depois da qual seguia-se uma escuridão mais amena. Incrível o que se pode imaginar disso, no limite, na divisa entre os dois estados, claro e escuro, está o ponto mais claro e o mais escuro. A imagem ficou significando a entrada em um mundo especial, a cidade, que eu chamava de mundo bizarro, em oposição à escuridão, o mundo de verdade. Era a divisão entre consciente e inconsciente. Na luz branca e forte, que parecia a própria consciência sóbria, eu me sentia como em um cenário, um ambiente protegido, como se cada casinha da rua, depois da luz e antes da luz dourada, fosse uma alegoria, como se cada espaço daquele lugar representasse um ambiente dentro da minha cabeça onde eu podia me refugiar ou caminhar com as pessoas, as casas pareciam vazias, necessariamente vazias, símbolos. Uma hora resolvi urinar num canto da estrada, bem no limite da luz. Olho pra trás e lá está o Sato, do outro lado da rua, mijando também. Parecia que estávamos marcando o território, o portão de entrada do mundo bizarro (bizarro não é um termo pejorativo nessa descrição). Na volta fica claro que a passagem pela luz dourada faz parte da transição para a entrada em tal mundo. A saída da sobriedade da luz branca para a lisergia dourada, seguida pela entrada do camping ou a continuação da rua por entre as casas. Cada um com seus significados.

Incensenseiciador

Importante celebrar, mesmo que atrasado, a descoberta dos efeitos do LSD por Albert Hofmann, cinco anos após ter criado a substância pela primeira vez, exatamente em 16 de abril de 1943, 60 anos atrás, quando então ele teve o melhor passeio de bicicleta de sua vida (sim, é daí que tiraram o famoso nome bicicletinha, bike, superbike...).

Para terminar o post com chave de ouro finalmente as primeiras imagens escaneadas do famigerado caderninho amarelo:

Em primeiro lugar uma representação séria do gnominho de vários olhos, personagem recorrente nas aventuras lisérgico-psicodélicas, sempre desenha-se pelas mãos do Sato nas melhores e mais importantes horas. Sabe-se que participa de várias raves e está sempre fumando em seu narguilé em cima de um cogumelo:



Eis aqui o primeiro registro gráfico da palavra okoL, assim como da célebre frase extraída do filme Medo e Delírio. Notem que o ser estranho, mas de cara simpática, que aparece no desenho fazendo um "ok" estilizado com a mão (isso mesmo, um "okoL") provavelmente é uma representação de um Grolk okoL:



Incensenseiciador ::: 5:22 AM

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17.4.03 :::

Bom, vamos lá:

Fragmentos de memórias lisérgicas de Trindade

O mar não se distinhgue do céu nessa noite. Se juntam e dançam formando belos padrões. Uma luz brilha, de vez em quando no horizonte. Dizem que é um farol. No céu, um farol mais confiável. A lua, está quase cheia. Aliás, estou vendo duas luas no céu, lado a lado.

Estou num restaurante, bebendo um café obscenamente doce, mas com sabor de vitória, já que tínhamos procurado por um bom tempo algum lugar que vendesse café a essa hora. Tento explicar pro João como é o efeito de um ácido, sem sucesso. Na parede, um desenho tosco do fundo mar, ganha vida. Estou nadando com os peixes.

Sentado numa canga, na areia, com várias pessoas ao meu redor. Beto fala: "pára de derreter, cachorro!". As pessoas (que não tomaram ácido) riem. O cachorro, Marola, nem liga, e segue derretendo.

Beto é um sábio da montanha, sentado meditabundo sobre um monte de areia. Guilherme, peregrino cansado, vem perguntar qual o mistério do universo. Não me lembro da resposta.

Andando pela cidade, passo por uma estranha loja. Está cheia de água, nela nadam estranhos seres marinhos, flutuando em silêncio.

Deitado na areia, em meio a vários corpos de gnomos gigantes, eu me espreguiço.

Beto: "o chão está cheio de peixes, olha lá". Eu vejo os peixes nadando, suavemente, ao redor das pessoas nas cangas. Vejo que o chão é feito de papel amassado. Não, a praia é um tapete persa gigante. O mais belo que já vi.

As energias estão pesadas... Mas acho que posso tocar o céu.

De longe, no céu eu vejo e compreendo. Um cogumelo nuclear, explodindo em silêncio sobre nosso camping. A lua se apaga atrás das nuvens.

A voz do João não pára nunca. Serve de trlha sonora, junto com as ondas, para minha viagem no espaço. Flutuo sobre um meteoro, a milhões de anos-luz daqui.

O Teatro terminou, a platéia inteira levantou e agraciou o drama com uma salva de lágrimas. As pessoas correram para ajudar os dois atores deste Mistério. Eu não posso suportar, e saio dali.

Ando sozinho, na praia. Confuso, perturbado. Viro-me para o mar, estico a coluna, e admiro o mundo em posição de reverência. Nesse exato momento, sinto a kundalini. A energia sobe pelo meu corpo, como uma cobra, explodindo em vários centros. Meu crânio vai estourar, está inchando, a energia tem que subir, não posso impedir. O calor percorre meu corpo inteiro. O Infinito se abre pra mim, me assusta, é tanto, tanto. Ouço as vozes, posso ouvir os pensamentos de todas as pessoas na cidade, estou sozinho, mas tem uma multidão aqui, seriam espíritos voando ao meu redor sem parar? E esse peso no meu ombro, como alguém se apoiando? E não tem ninguém aqui, sou eu que tenho que suportar toda essa energia, toda a negatividade desse lugar. Sinto medo, mas parece que não sou eu que sinto esse medo. Portanto, não ligo. A lua responde todas as minhas dúvidas, em silêncio. Minhas pernas entram em colapso, ajoelho na areia e rezo.

Pessoas bicudas ao meu redor falam de coisas que não interessam. Tchau.

Caminho com o Gui (Incensenseseiciador) pela cidade. Desenvolvemos uma estranha teoria a partir da iluminação pública desse lugar. Tenho certeza que ele vai explicar isso algum dia. Marcamos o território, agora a cidade é nossa.

Uma barraca esfumaçada e quente, várias pessoas, uma espécie de ritual.

Sentado no camping, observo o casal deitado na areia, sob a lua quase cheia. O amor que sai de lá me aquece. Quero agradecer os dois.

A menina, sozinha, triste, sentada olhando pro mar. Eu e a Clodine a abraçamos, sem dizer palavra. Sentimos ela finalmente chorar, entre nossos braços.

SATO

E um agradecimento especial pros membros dessa mandala, além de mim: Beto, Incensenseiciador e Tatá.


SATO ::: 6:22 PM

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"Acordando" hoje de uma sessão de meditação/devaneio, olhei para o relógio e vi: 4:50. A percepção de mais essa sincronicidade (4,50 é um número simbólico importante pra gente) me deixou muito feliz. Fiquei um tempo sentindo meu corpo acordar e vendo as coisas do meu quarto se mexerem sozinhas numa lenta dança. fui pra janela e olhei o céu, sempre um espetáculo imperdível. Duas pombas voavam ao longe. Paz.

SATO

ps. não, não usei drogas hoje. Eu sei que você pensou isso, Padre.


SATO ::: 5:04 PM

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14.4.03 :::

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Busílis ::: 1:18 PM

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12.4.03 :::

Quem não é uma gêmea siamesa lésbica incestuosa?

Incensenseiciador ::: 11:10 PM

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Liberdade é não precisar mais ter que escolher.

Incensenseiciador ::: 10:37 PM

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O Padre me mandou um link interessante.

Padre: ah tá sei. Bom enfim, o negócio desta história é que ela leva um fato banal a uma profundidade incrível. Parecido quadno como vc fica descrevendo no seu blog o que acha da coisas e quais as diferentes visòes sobre isto. Só que a genialidade dela está no fato de que ela reflete a realidade, o dia a dia com base nesta profundidade
Gui: e o que é que eu faço?
Padre: fala sobre as viagens e só. Rodando dentro das viagens mesmo, acaba ficando preso nestas experiencias... é que ouvindo de mim fica viesado. procure este livro dela e veja.


Incensenseiciador ::: 5:09 PM

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Lista de compras:
- Uma garrafa de Velho Barreiro, 910 ml.
- Um pote de mel.

Bora pra Trindade galera...


Incensenseiciador ::: 4:49 PM

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Sonho estranho, presenciava, quando não era eu mesmo, o Barão de Munchausen assombrando uma casa. Depois discutia, sendo e não sendo-o, com outras pessoas, se ele era ele mesmo ou se havia morrido. No fim da história, como no filme, ele não morre e aparece, no meio do deserto, barbudo e acompanhado por uma mulher, mas que era do filme Stargate (sic). Nas discussões, na casa assombrada, eu controlava consciente o que queria falar, conversava com o sonho, depois eu contava o sonho para pessoas que eu conheço, o que já não era nem sonho direito, mas uma mistura de sonho, fantasia, imaginação. No meio disso tudo eu, do sonho, ia no banheiro e a discarga estava disparada...

Incensenseiciador ::: 2:22 PM

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Bêbado assim, como já não acontecia há algum tempo, me sinto até meio inocente, ingenuamente embriagado, esquecido das maravilhosas possibilidades, escondidas pelo senso comum, que o álcool pode proporcionar. Sensação incrível, prazerosa, quase zumbi, meio inerte, mas de certa forma reflexiva. Como é bom estar sob a clara influência etílica...

Incensenseiciador ::: 4:52 AM

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11.4.03 :::

Buscar as verdades universais, eis o melhor jeito de se afastar delas. Porque, diachos, o óbvio e inerente precisaria ser buscado, nomeado...?

Incensenseiciador ::: 8:52 PM

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Talvez seja esse o momento de eu finalmente tentar por em palavras escritas a grolkologia, o mais incrível sistema mitológico já criado. Imagino que okoL vai parar de ler nas primeiras linhas, dos outros eu não penso em nada. Isso será necessário para a definitiva adoção, pelo blog, do Calendário Grolk, assim como pela utilização fiel da Farmacologia Grolk, com sua farmacopéia bem específica. Os Grolks, por sua vez, demandam para sua compreensão holística, a compreensão da idéia de que Janis Joplin é Deus, do que seriam os Infected Brains, o que é a Sociedade da Pirâmide e o que eles querem com o carro do Loco. Bom, isso vai ficar pra uma outra hora.

Os Grolks

Os Grolks se revelaram, sim, conhecer os Grolks é uma questão de revelação enteogênico-psicodélica. Os Grolks surgiram, como costumam surgir, com suas diversas facetas, nomes e afetos envolvidos, em uma situação estranha, desconfortável, instável, é assim que podem surgir os Grolks, ou melhor, é ai que eles podem se revelar pela primeira vez. O caminho suave não pode levar à compreensão verdadeira da essência dos Grolks.
Os Humanos, ao relacionarem-se com outros Humanos, geram Humanos, ao relacionarem-se com Anões, por sua vez, permitem dois resultados possíveis. Humanos que carregam consigo o potencial Anão podem gerar, com os Anões, outros Anões, Humanos que não possuem tal potencial, por sua vez, geram os Grolks Maus. Essa é a explicação para a origem dos Grolks Maus, porém, é só uma explicação.
Grolks Maus são responsáveis pelos Infected Brains conhecidos como Master Minds, o único desafio restante para aqueles que superaram todos os seus desafios terrenos. Em oposição aos Master Minds existem os Infected Brain Mushrooms, os seres mais lisérgicos existentes, resultado da infecção simbiótica pelos Grolks okoL, os Grolks que habitam as substâncias enteogênico-psicodélicas.
A revelação da existência dos Grolks se deu na rave Solaris do dia 03/01/03, que é, por sua vez, uma das novas vésperas do natal. Aparentemente a confluência de fatores conflitantes, como a energização proporcionada pelo Gorrinho e as diferentes variedades de Grolks presentes nos comprimidos de Benflogin e de Ecstasy, além das necessárias experiências prévias e antigas com os Rubberglue Chocks, todos carregados no nível Pringles na mesma parte do Infected Brain, proporcionou uma carga energética que não pôde ser mantida em segredo pelos Grolks, afinal, parte da energia manifestada nascia justamente da tentativa de se escondê-la. Eis que então os Grolks se revelaram pela primeira vez, uma aparição singela e que não pode proporcionar maiores conhecimentos até que os Grolks okoL dos Chapeleiros de Alto Paraíso puderam fazer a sua parte e revelar toda a força e a beleza dos Grolks. Eles estavam atuando, desde a primeira revelação, da qual não há mais volta, para o momento certo de apresentarem sua verdadeira essência e instalarem o Infected Brain Mushroom, que pode levar a Wonderland, o país das maravilhas.

É este o texto dos grolks, uma pequena parte da verdade grolkológica. Ele por si pode gerar conflitos, confusões e desentendimentos. Estes pontos, porém, devem ser ignorados da tentativa de compreensão e nenhum entendimento deve ser tomado como dado da realidade, quando então perde a possibilidade de significar alguma coisa. A compreensão deve se dar pelo não-esforço, pela não-tentativa-de-compreensão, demanda apenas apreensão das palavras, quem sabe. Quem sabe?


Incensenseiciador ::: 4:11 PM

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10.4.03 :::

A missão da vida é não ter missão.
A maneira de agir é o não-agir.
A maneira de ser é não-ser.
A maneira de ter é não-ter.
Pra meditar, não medite.
Pra alcançar o desejo, não deseje.
Pra resistir, não-violência.
Pra ter respostas, não pergunte.
A linguagem da realidade é contra-dição.

"No caminho do conhecimento, cada dia se adiciona uma coisa,
No caminho da sabedoria, cada dia se subtrai uma coisa"

SAtO


SATO ::: 11:16 PM

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Busílis ::: 7:45 PM

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As pessoas tristes na rua, incapazes de lembrarem a si próprias, acabam por me lembrar de sorrir.

Incensenseiciador ::: 5:57 PM

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9.4.03 :::

É muito simples, simples até demais... então faça!

Incensenseiciador ::: 12:17 PM

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Busílis ::: 11:36 AM

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Quero corrigir uma injustiça que cometi no último post. Não agradeci meu amigo Ik, o andrógeno ET inflável techneira, e seu indefectível filtro dos sonhos no pescoço. Ele foi um companheiro importantíssimo na rave e serviu de objeto transicional pra várias pessoas que nunca tinha visto na vida que dormiram abraçado com ele. Valeu, Ik.

SATO


SATO ::: 11:22 AM

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8.4.03 :::

Escrever textos técnicos pede a compreensão de uma série de termos técnicos, explicados e exemplificados em dicionários técnicos, exige a compreensão de tais termos para a compreensão do texto, já que este não se propõe a explicá-los, mas sim adota-os como uma "sub-linguagem" já aceita como um padrão. Escrever sobre sentimentos, emoções, sensações e percepções subjetivas é o oposto complementar disto tudo. Tem seus pressupostos, mas estes são a própria experiência da vida, a convivência, a identificação e a compreensão da pessoa que escreve, daquilo que existe do leitor no autor e do autor no leitor, para isso não existem dicionários realmente válidos, a não ser, quem sabe, o arcabouço de arquétipos, mas quem é que sabe o que é um arquétipo, vamos procurar no dicionário?

Incensenseiciador

"Nota: Não pense, porém, que episcopatia é passível de compreensão só pela leitura deste verbete, as experiências intensas e lisérgico-psicodélicas são indispensáveis."

[Do verbete Episcopatia do Livro Sagrado Docionário]



Incensenseiciador ::: 7:24 PM

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7.4.03 :::

Depois dos posts, estes cantinhos de catarse orgástica, meus e seus, nossos - In Lak Ech -, um corolário, a definição pringles do verbete Mandala do Docionário, cada vez mais sagrado...

Incensenseiciador ::: 11:06 PM

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A rave no fim de semana...... Não sei como explicar, não sei mesmo, foi uma das experiências mais fortes da minha vida. Tomei um E e meio, mas isso não foi importante, minha viagem não foi tanto nas drogas, foi com os seres humanos. Não sei explicar, não vou fazer relatos factuais, muito menos cronológicos. Quem sabe o Incensenseiciador consiga.... Como foi lindo tudo, as pessoas entrando fundo em seus recônditos inconscientes, descendo até o porão de suas mentes, pra encontrar uma frestinha no chão, por onde seus espíritos passaram e descobriram o Infinito, a paz, a felicidade cósmica do amor incondicional. Soa estranho, posto em palavras, mas foi exatamente isso que aconteceu. Não sei explicar mais, então, parafraseando a Raquel, vou só agradecer. Agradecer por ter nascido, por estar junto com todas as pessoas nessa passagem pela Vida, pela sincronicidade, pela beleza, pelo amor.... E, principalmente, agradecer as pessoas que foram lá comigo, a Clodine, o André, a Anita, o Loco, a Sayuri e o Incensenseiciador, muito obrigado mesmo. E também a Raquel, que a gente conheceu pessoalmente lá, foi um presente divino eu a ter (re)Encontrado dessa forma, nunca vou esquecer o que a gente viveu. Um beijo especial pra você, Raquel, obrigado....

SATO


SATO ::: 8:56 PM

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Eis a trilha sonora do post anterior:


Sei lá... a Vida Tem Sempre Razão
Toquinho e Vinícius


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão

Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão.

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que adormecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão

Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão.


Incensenseiciador ::: 8:44 PM

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Oi, tudo bom?

Então gente, impossível mesmo de explicar, certo Raquel?, a Psychotropic desse fim de semana e a vida, com suas facetas incríveis e surpresas certas, principalmente a vida, a festa foi só mais uma de suas facetas e surpresas...
Tudo é incrivelmente maravilhoso, até mesmo a frase final do post ridículo que eu já tinha pronto na minha cabeça hoje de tarde e que não vou escrever: "Como eu posso só pensar e falar sobre as coisas negativas de algo que foi praticamente perfeito e maravilhoso?" Peço desculpas a mim mesmo por ter pensado nisso, passou, acabei me identificando com coisas como a letra de "Papai Noel Velho Batuta" dos Garotos Podres (sic), misturando isso com calendário maia, wally e um monte de coisas que se uniram numa meleca gosmenta e pegajosa.
Passou, micróbio Renato diria "Graças a Deus", mas eu prefiro os meus deuses. "Deus, se você me deixar ser feliz eu prometo que sou feliz". Faz-se questão de corrigir os pequenos desvios. Quem? Eles... Eles quem? Os caras, mas os caras são gente boa.
Quando se olha para dentro também se olha para fora, e quando se olha para fora também se olha para dentro. A idéia é do Jung, a experiência deve ser vivida por todos, pode ser vivida por qualquer um. Cada qual com seu jeito, de todos os jeitos ou de jeito nenhum, realizou-se enquanto tal, tal e qual.
Complicado né? Porra, a festa foi incrível, a Raquel é incrível, todos são ainda mais incríveis do que eu sempre achei, dedico algo a mais em especial para o Loco, o Sato, a Sassá e a Anita, despirocando ou me dizendo alguma coisa importante, despirocando e me dizendo alguma coisa importante, dizendo coisas e mais coisas, qualquer coisa, dizendo nada, só querendo ouvir e eu relutando, como sempre, em falar, falo-não falo, (falo de falar, falo de castração, quiçá).
Não posso esquecer da Pushkala (como será que escreve?) e nossas caminhadas à base de rapé da amazônia.
Arranjei mais um emprego, vigia de moças fazendo xixi.
Adoro a chuva, quem tem medo da chuva? Quem tem medo da morte?

Acredita-se, em lugares muito interessantes (seria o Tibet?), que os espíritos reencarnam normalmente por apego ao mundo material mas que os espíritos avançados voltam para ajudar as pessoas, livres. (livres de algo, só assim podemos aproveitá-lo ao máximo). Parece que o Sato voltou pra que todas as pessoas que conheceram ele por ai matarem as saudades, quem sabe para sugeri-las de não voltarem mais, quem sabe pra tomar um ácido com a gente e tocar flauta numa sauna e viver todas essas sensações estranhas que a gente vive aqui sabendo que só são, nunca que têm que ser...

Os dias devem tentar, realidade atemporal que são, ser cada vez melhores, mas isso é lógica pura, agradeço pelo dia de hoje, pelas oportunidades de felicidade reforçadas, relembradas...

Quem sabe tudo o que eu esqueci de falar aqui, lembrem-me quando quiserem, quem sabe mais um monte de coisas, todas as coisas, queria falar tudo, mas não quero mais, não posso, acabo falando, tudo é nada e tudo é maravilhoso...

Incensenseiciador

"Sei lá, sei lá,
a vida tem sempre razão"

[Creuzinha]


Incensenseiciador ::: 8:22 PM

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5.4.03 :::

Hummm... Cat Power é legal.

Outro dia estava pensando sobre como "No Good Golfers", o nome, entrou em nossas vidas. No docionário tem uma frase: "Quem primeiro notou a existência e importância da máquina foi o Incensenseiciador, sendo que ela está amplamente associada ao fim do período "Incensenseiciador em crise pré-blog", marcada pelo fim das manifestações de seu caráter doentio aparente."
Foi escrita por mim mesmo, em terceira pessoa. Hoje isso me surpreende um bocado, que coisa foi aquilo. E No Good Golfers é algo cotidiado e rotineiro, já virou até sigla, NGG, e é a porra de o nome de uma máquina de pinball.

Toda hora que eu bato o olho na estante eu vejo, lado a lado, Análise do Caráter, A Função do Orgasmo, A Revolução Sexual e O Assassinato de Cristo, todos do Reich.

Ainda tenho o elástico verde que ganhei no Skol Beats com os mapinhas e line-ups das tendas. Tá toda mordida por causa do E que eu tomei e que me fez achar que morder aquilo era uma das melhores coisas do mundo. Na hora até era, mas fiquei com os cantos da boca machucados depois. Aliás, foi meu primeiro E e minha primeira balada eletrônica de verdade, foi quando peguei gosto pela coisa, tinha uma vaga noção do que seria trance psicodélico, que nem teve por lá. Aprendi até a saber o que era House, Drum'n'Bass, Techno, queria ficar o tempo todo na technera pulando que nem um retardado.

Eu vou escrevendo tudo que me dá vontade.

E o que não me dá vontade também...

Não sei porque resolvi assinar meus posts agora.

Repararam?

Incensenseiciador

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Incensenseiciador ::: 10:16 PM

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Primeiro de tudo, fiz uma música tosca pro Marquito ontem na balada, inspirada em Não Matei Joana D'Arc, do Camisa de Vênus, cujo clip me marcou a infância no Clip Trip, alguém lembra desse programa? Passavam clips psicodélicos do Peter Gabriel que ficaram gravados na minha cabeça e com certeza me influenciaram muito, vamos lá:
Eu nunca tive nada com o Marquito
Eu só o convidei para fumar crack.
Mas ele não foi, porque estava ocupado
Estava sozinho, fumando um baseado.

Ontem eu nem o vi
Sei que a minha mão fede a haxixe
Mas eu, eu não fumei com o Marquito.

Incrível não? Ah, não, eu não fumo crack... Bom, a balada foi err, como podemos dizer, uma balada da psico, tem que ir pra saber o que significa, mas nem sempre vale a pena, até que essa não foi das piores, não tivessem roubado metade das malas de quem deixou no CA. Hoje, na rave, infelizmente não haverá a presença das Mulheres do Bumbo, mas sei que em breve elas estarão presentes em nossas vidas. Durante a balada e depois da balada, na padoca da Vila, recebi vários sinais da vida para mim, mas acho que não levei muito a sério, que bosta.

Hoje vamos visitar a Raquel e ela vai nos levar para o mundo-cor-de-rosa. Embora eu acredite na teoria de que ela chama de mundo-cor-de-rosa porque talvez seja essa a única das cores que tem um nome das que ela viu. Todos os nomes do mundo, inclusive os que ainda não existem, aliás, não seriam suficientes para nomear as cores, mas se eu deixasse minha cabeça viajar pra sempre eu não pararia de escrever nunca mais...

"Se eu fosse mais burro, talvez eu fosse muito mais inteligente."

Incensenseiciador


Incensenseiciador ::: 7:15 PM

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4.4.03 :::

Estou na USP, do meu lado esquerdo está o Padre, mandando e-mail, do lado direito está o Pinguin vendo a história de He-Man vs Super Homem, "você acredita nisso, eu não acredito nisso... eu tenho que ter essa revista...", segue balbuciando, "...eu tenho que ter essa revista..." cucucucucu pinguin fofinho que não gosta de mulher, estou mostrando pra ele que eu sei digitar sem olhar pro teclado e com todos os dedos, uau !!! como sou foda. O silísuB está duas fileiras pra trás, fazendo algo em outro computador também, o que será que faz essa alma estranha, espírito maldito dos tempos de outrorasputin...
Finis Caput...


Incensenseiciador ::: 7:31 PM

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Achamos mais florzinhas, hoje vai ter happy hour aqui na psico, compareçam, de noite. Não, as Mulheres (e não garotas) do Bumbo não comparecerão, nem a alice, ainda não, calma. Amanhã vai ser outro dia, hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão, não... Bom, é isso, sejam felizes em todas as horas...
Ah, vamos produzir um filme do James Bond, 007: os para-raios não andam. ou os para-raios não têm rodas, ou O Mundo é um Grande Cu. Bom, quiçá... Beijos.


Incensenseiciador ::: 5:40 PM

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3.4.03 :::

Em primeiro lugar, gostamos da florzinha. Depois, descobri que eu sou fruto da imaginação do Sato e da Emília, fiéis integrantes da Associação dos Amigos da Florzinha. Sabemos que as florzinhas um dia serão cultuadas e proibidas, e no lugar dela hoje estarão plantados pés de maconha, sendo que ninguém vai dar a mínima. Mas Vitor Paiva, o desenhista que apareceu do nada no C.A. me disse que eu sou o espírito do estudante de psicologia que entra na cabeça dele e o faz psicografar os quadros psicodélicos da PsicoPata, a pata psico.
Ficamos imaginando também que seria incrível se existisse no deserto um cogumelo cubensis gigante do tamanho de um cogumelo atômico e que embaixo dele choveria psilocibina, uma chuva roxa, lisérgica e psicodélica.
Tudo isso só pode ser compreendido, certamente, acompanhado do fundo musical proporcionado pelo Garotas do Bumbo, o grupo de mulheres tocadoras de bumbo que circulará pelas ruas da cidade em breve, aguardem...

"Onde eu sou?"

Incensenseiciador


Incensenseiciador ::: 11:04 PM

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Fala comigo... Fala... Fala alguma coisa [movimentos de não com a cabeça do Sato].
Não vai falar? [Sato ri tresloucadamente]

"Eu vou embora..."
Sato

[Sato ri]

[Busílis chega]

"Ah, blog"
Busílis

"Ah, o Busílis voltou!"
Sato

Busílis e Sato vão embora...


Incensenseiciador ::: 3:59 PM

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"acho que ce tinha que ter assinado haha"

Sato


Incensenseiciador ::: 3:56 PM

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"Não, não faz sentido... Você vai desmoralizar o nosso blog."

"Viva a florzinha!!!!!!!!"

Sato

Hahahahahahahahahahahahahahaha


Incensenseiciador ::: 3:56 PM

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hahahahahhahahahahahahahahahahahaha

Incensenseiciador ::: 3:55 PM

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2.4.03 :::

Hummm, sabiam que existe uma florzinha, a flor do cerrado, um tufinho rosa, que aparentemente tem DMT, o princípio do daime, e pode ser fumada com maconha para dar uma temperada na viagem? Parece que funciona, ou é um ótimo placebo...
Existem poucas coisas que podemos ficar tranquilos que sempre estarão lá, alguns portos seguros, sempre confiáveis, até que você liga a tv e no lugar de Simpsons está passando jogo de futebol, na Fox, decepções como esta podem ser irreversíveis, lamentável...


Incensenseiciador ::: 8:58 PM

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1.4.03 :::

(uma mensagem pessoal - quem não se chamar Daniele Andrade, nem se preocupe em ler: Daniele, não sou mal educado, eu queria te responder no ICQ, mas deu pau no programa. Foi mal!)

Sato


SATO ::: 7:17 PM

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Império dos Sentidos, acabei de ver... a total loucura da própria negação dos sentidos, a negação da negação dos sentidos, humm... faz sentido...

Incensenseiciador ::: 5:04 PM

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