Blog Coletivo, Transpessoal e Pichoniano
Livro Sagrado Docionário - post-verbetes para clarificação deste blog
.selgnirp ,nhA - oraglúbubabebeb od golB

Fotos:
Useless Murphy na Pichon-Riviera
Gatinha Vesga (1)
Gatinha Vesga (2)
Incensenseiciador, okoL e Sato
Incensenseiciador meditante
Sato flautitante
A Several Species of Small Furry Episcopats Gathered Together in a Cave and Grooving With LSD

Imagens:
Busílis, Sato e Incensenseiciador
Incensenseiciador no South Park
Incensenseiciador no South Park de roupa social
Incensenseiciador Noel no South Park
Sato no South Park
Loco no South Park
Variações do Hímen (a pedidos)
Piscadela - Peixe de três olhos do Simpsons
Poster de Medo e Delírio
Representação de um Grolk okoL + Frase Célebre
Gnominho de Vários Olhos
Maconhinha
Sujeito com Mandala ao fundo

Animações:
Diálogo usual entre Incensenseiciador, Sato e Busílis

Manifestação Anímica do NGG:
Creuzinha
Maria Creuza

Links:
Supernóias (blog do Marquito)
Erowid (bom site sobre psicoativos)
Lo Straniero (fotoblog do Cacá na Bota (ou por ali))

Diga Não A Cirqus Voltaire

Eu Escuto Gil e Jorge
Blog pelo aumento da indeterminação da matéria e pela genitalização do caráter. Também é um espaço que permite às gatinhas psicodélicas encontrarem seu destino.

No Good Golfers


Home Arquivos Contato

28.5.04 :::

Estou escrevendo porque o tal do Sato precisa que eu mande uma mensagem pra dele aparecer. Claro que não é só isso, então eu vou escrever mais alguma coisa.
Alguma coisa de como entender sua aparição em sonhos alheios. A teoria freudiana é clara, tudo no sonho é você, logo, se alguém sonha com você, "você" no sonho é só uma parte da pessoa, mas se é você, algo seu levou a que sua imagem significasse alguma coisa no sonho alheio, algo de como a pessoa "representou" você em algum aspecto. Pensando assim, do seu conhecimento da pessoa que sonhou com você mais a sua "participação" no sonho podem, juntos, dizer algo sobre você. Seu conhecimento da pessoa que sonhou com você, por outro lado, é sua "representação" da pessoa, algo nada imparcial, temos de concordar. Logo, sua análise de você no que você conhece do outro é bastante uma certa "projeção" de você, além do fato de diretamente se aproveitar o sonho alheio pra jogar coisas suas nele quando você aparece (é comum pra algumas pessoas "ignorarem" o fato de que certo sonho não é seu e interpretá-lo como seu só porque participa dele). São todas possibilidades, coisas que provavelmente devem acontecer em conjunto, algumas vezes, talvez, em equilíbrio, algumas vezes com alguma tendência em detrimento de outra. E isso tudo é só uma visão bem limitada dos sonhos, bem específica e que provavelmente só arranha a pluridimensionalidade possível dos sonhos, ou dos sonhadores, mas aí não cabe mais aqui, ficamos assim mesmo.

Só mais essa música incrível do Kill Bill 1 pra terminar:

Bang Bang (My Baby Shot Me Down)
Nancy Sinatra

I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.

Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
"Remember when we used to play?"

Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.

Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.

Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down...


Incensenseiciador ::: 12:25 AM

Comente:

26.5.04 :::

...hum...
Era uma sala de aula. Tinham pessoas tanto da minha faculdade quanto do meu colégio. A professora dormia confortavelmente em un sofá em frente à lousa. Quem estava dando aula era o Artur. Sim, o Artur. Aquele. Estava falando algo sobre R. D. Laing, mas não acho que realmente tivesse a ver com ele, e sim comigo, claro. O sonho é meu. No meu sonho, todo mundo sou eu sempre. Tem o eu que cria o sonho, o eu que assiste o sonho, o eu que vive o sonho, e ainda o eu que se lembra do sonho. E todo personagem que aparece também sou eu, assim como cada detalhe do cenário do sonho. Como se vê, dito dessa forma, não existe nenhuma diferença entre o sonho e a dita realidade....
Enfim, o que o Artur dizia, através de estranhos esquemas na lousa, era que não existia nenhuma pessoa igual à outra. Cada pessoa se desenvolve de uma maneira tão única e através de influências tão complexas... Como então alguém pode se atrever a dizer que sabe o que é melhor pra outra pessoa?? Só se pode saber o que é melhor pra você, isso se você tiver olhos pra ver... E, seguindo esse raciocínio, como se pode classificar alguns processos mentais em categorias, como por exemplo "psicose"? Não existe ninguém que tenha exatamente a mesma "doença mental" que outra. Não existe a psicose, a neurose, cada pessoa vai desenvolver seus próprios processos... Bom, era algo assim, depois o sonho mudava. Achei interessante. E estava com saudades de escrever aqui.


SATO ::: 10:35 PM

Comente:

11.5.04 :::

Chega um momento em que sonhos reais e a realidade, que é sonho, se confundem na minha cabeça. Sonhos e memória de juntam numa única coisa, sempre atrelados a angústias semelhantes, o nó que amarra minha alma sendo puxado sem se desfazer, às vezes apertando ainda mais e são todos sonhos e reais. A impossibilidade de andar, de gritar, de falar, de mexer, acontece sempre em momentos em que estou consciente de mim mesmo mas sonhando. É claro que não consigo me mexer, andar, gritar, falar, se estou dormindo, mas não consigo fazê-lo no "mundo acordado", não deveria ser problema no sonho. Mas é sempre uma mesma coisa, não há uma separação bem delimitada e as angústias são óbvias e não, não tentem compreender que, do jeito que falo, são angústias minhas, só minhas, mesmo que eu precise enganar todo mundo pra isso (a quem eu quero enganar?). Não tenho esses "sonhos" faz tempo, meus sonhos são cada vez mais interessantes e complexos, e costumam fazer algum tipo de sentido inefável, apenas sensível, talvez incognoscível (ou será icognoscível, ou de qualquer outro jeito?). Mas a angústia aparece de vez em quando, dá um alô, vem me lembrar do "nó".
Que saco, que merda de coisa, que estupidez da vida, angústias idiotas, desperdício, ah, olha só pra isso!!!

Escrevi isso outro dia, não deu pra publicar antes...


Incensenseiciador ::: 3:57 PM

Comente:

4.5.04 :::

Ai ai ai, algumas coisas permanecem. Fim de semana, churrasClô e lá vamos nós, os caras e tal, tomar um ácido. Aí teve batuque com dança na grama, grama com batuque na dança e dança com grama no batuque. Bebezinha linda no meio da confusão, incrível observar uma menininha com seus um aninho e um mês, fazendo o que menininhas de um ano e um mês fazem.
Foram tantas as coisas, daquelas que sempre acabam acontecendo e são sempre boas sem encher o saco por serem sempre, assim como é sempre bom estar vivo, no fim das contas (mesmo sabendo que não é pra sempre, ou o contrário, graças a isso, afinal).
Tentei tocar flauta transversal, quase consegui uma sequência de três notas (que notas???), mas foi quase.
E sinto que ultimamente, quanto mais de brinca de ácido, mais se sente e menos se consegue dizer a respeito, quem sabe até se atingir um novo "algo" que possa ser dito e que transmita algo interessante (pra além de "noooossssaaaa, caaaraaaa, que viaaageeemmm!!!!"), até, talvez, não haver mais nada a dizer.
Os conteúdos podem ficar variando sempre, mas a estrutura, a forma das coisas vai ficando mais clara. O sítio, por exemplo, se dividia em espaços psicológicos, canto do ácido, canto do bebê, canto da música e canto dos bêbados alegres, mesmo que esses cantos mudassem de canto e interagissem, se juntassem, se sub-dividissem, acabassem e por aí vai. É sempre interessante ver a relação entre conteúdo e forma, mas as formas parecem prevalecer, até, quem sabe, elas se tornarem os conteúdos de uma estrutura maior. Então eu volto pro fim do parágrafo anterior, se for possível de se chegar na última estrutura (embora eu nem mesmo goste de pensar em estruturas, mas estou usando por comodismo agora, confesso), aí não haverá mais nada a dizer, a não-estrutura.
É assim que se segue, provavelmente não tem um fim... (não ter mais nada a dizer não significa não dizer mais nada também)


Incensenseiciador ::: 5:57 PM

Comente:



Powered by Blogger