Blog pelo aumento da indeterminação da matéria e pela genitalização do caráter.
Também é um espaço que permite às gatinhas psicodélicas encontrarem seu destino.
16.7.05 :::
Como as drogas funciONam: Divagação 1 - A maior parte das pessoas parecem acreditar que as drogas amplificam sua capacidade de sentir o mundo. Como se as drogas tivessem o "poder" de por algum tempo intensificar suas sensações de uma forma não natural. A mim me parece, no entanto, que as drogas teriam, na verdade, o "poder" de desbloquear alguma coisa em nós que nos impede ordinariamente de sentir as sensações com essa intensidade.
Divagação 2 - Esse "algo" seria o ego, do ponto de vista psicológico, ou tensões musculares crônicas, sob um ponto de vista somático - ou ainda, bloqueios bio-energéticos, sob um ponto de vista bio-energético. Isso segundo o axioma energia=consciência, isto é, quanto mais energeticamente carregado mais consciência, quanto mais movimento energético, mais consciência. Para isso, é claro, precisamos esquecer da idéia de que a consciência é um sub-produto do cérebro, da matéria. Nesse ponto de vista que estou expondo, essa bioenergia universal é primária no universo, e a matéria é um subproduto dela, e não o contrário.
Divagação 3 - Drogas diferentes afetam esse "algo" que bloqueia as sensações diferentemente. Por exemplo, algumas drogas funcionam com um ataque total ao ego, subjugando-o através de efeitos físicos intensos, como o álcool, o éter, a cola ás vezes... Outras intensificam a energia de nosso sistema de tal maneira que nossos bloqueios não podem mais segurar tal afluxo de energia, como por exemplo, o ecstasy, a cola às vezes...Outras parecem fazer com que o ego funcione, porém sem restringir o fluxo energético. Por exemplo, o LSD, outras drogas psicodélicas, a cola às vezes...
Seria como se fosse uma stuação em que você está em conflito com alguém. Existe a solução matar a pessoa, subjugá-la completamente; ou então, convencê-la de alguma forma a cessar o conflito e existir em harmonia com você.
10.7.05 :::
"Nosso Objetivo
Se estas coisas não me satisfazem, que procuro eu? Procuro uma luz que seja nova, muito embora antiga, na realidade, a mais antiga de todas as luzes. Procuro uma autoridade que aceitando, iluminando e harmonizando toda verdade humana, ainda assim rejeite e livre-se de todo erro humano, explicando-o. Procuro um texto e um shastra que não estejam sujeitos à interpolação, modificação e substituição, que a mariposa e o térmita não possam destruir, que a terra não possa sepultar, nem o Tempo mutilar. Procuro um ascetismo que me dê pureza e que me liberte do egoísmo e da ignorância, sem anular Deus e Seu universo. Procuro um ceticismo que duvide de tudo, mas que tenha a paciência de não negar nada que tenha possibilidade de ser verdade. Procuro um racionalismo que não provenha da suposição insustentável de que todos os séculos da história do homem tenham sido séculos de loucura e de superstição, exceto o décimo nono, mas que se incline para descobrir a verdade, em vez de limitar a investigação por um novo dogmatismo, obscurantismo e furiosa intolerância que escolha de chamar senso comum e iluminação. Procuro um materialismo que reconheça a matéria e a use, sem se tornar seu escravo. Procuro um ocultismo que apresente todos seus processos à luz do dia, sem mistério, sem prestidigitação, sem a estúpida chamada à humanidade "Seja cego, homem, e - veja !" Resumindo, não procuro ciência, nem religião, nem Teosofia, porém Veda - a verdade sobre Brahma, não apenas sobre sua essencialidade, mas sobre Sua manifestação, não uma lâmpada no caminho para a floresta, mas uma luz e guia para ter regozijo e ação no mundo, a verdade que está além da opinião, o conhecimento que todo pensamento persegue - yasmin vjjñãte sarvam vijñãtan. Acredito que o Veda seja a base do sanatam dharma; acredito que seja a divindade oculta dentro do Hinduísmo - porém, um véu tem que ser posto de lado, uma cortina tem que ser levantada. Acredito que isso possa ser conhecido e descoberto. Acredito que o futuro da índia e do mundo dependam dessa descoberta e da sua aplicação, não para a renúncia da vida, mas para - viver no mundo e entre os homens."
Sri Aurobindo (texto que o Busilis me arrumou)