Blog pelo aumento da indeterminação da matéria e pela genitalização do caráter.
Também é um espaço que permite às gatinhas psicodélicas encontrarem seu destino.
14.8.07 :::
não sei se sou eu, mas tenho uma péssima visão desta cidade na qual abutro, digo habito ?(é com H?), e acho que isso influência na maneira como vejo as pessoas na rua, nos lugares, conversando, fazendo caras características, não sei, o fato é que são pessoas estranhas, acho que sempre pensei assim e já manifestei minha opinião a respeito. Mas creio que parte disso não seja só má impressão e totalmente falso, não é agradável o que a maior parte das pessoas me transmite na rua, sinto um certo nhécous, hehehe, algo meio gosmento no ar, ou vejo pessoas com cara de que não estão nada felizes por estarem na rua, que fazer aquele caminho é uma passagem, necessária mas desagradável, que estão em outro mundo, outra dimensão, num planeta alienígena, nada felizes, completamente ausentes. Alguém sente isso na rua? De si ou dos outros. Já estive em situações em que me senti assim, como num mundo onde nada parecia aportável, não haviam muitas bases, tudo era intocável, uma destas vezes o Marquito estava comigo, na casa do cara de 30 cachorros nojentos, fedidos e quase derretendo de tanta sarna. Tudo era de tal forma sujo, fétido, combinado de uma certa maneira em que o sujeito dentro desse lugar, que era seu lugar, onde transitava com segurança, tinha um certo domínio sobre a situação, poderia muito bem dominar uma "alma mais fraca", como a da própria psicóloga que estava conosco, que éramos simples estagiários, e cabia a ela tentar resolver aquela situação...
7.8.07 :::
Não se já botei essa música aqui, mas enfim, cada vez é uma vez, recomendo procurar a versão ao vivo no rio em 1968, no festival em que perdeu pra Sabiá, do Chico com o Tom Jobim:
Pra não dizer que não falei das flores Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
(2x)
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhão
Refrão
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Refrão
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Refrão
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição