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30.7.08 :::

Não sei como exatamente, mas andei pensando no nacionalismo, acho que tudo começou quando li esses textos sobre infra-sexo e tal, daí pensei em como no nosso mundo, em relação aos gêneros, lutamos, principalmente as mulheres, pois são elas quem estão na luta ativa por "igualdade", lutamos por igualar o que é diferente e tentar ser diferente no que somos iguais. Embora isso não valha só para esse tópico da atualidade. Enfim, só o que pensei foi:

O patriotismo, com seu máximo representado pelo ufanismo xenofóbico, é sempre mais prejudicial para a "pátria" em questão e seus compatriotas.
O patriotismo, assim como Jung afirma que "o núcleo de todo ciúme é a falta de amor.", é a falta de sentimento real de coletividade, comunidade, sociedade.
Se idiota (cujo radical id é o mesmo de identidade) é o que é, patriota é o idiota no sentido coletivo, e patriotismo poderia ser substituído, sem prejuízos, por patriotice, inclusive com lucros!!!


Incensenseiciador ::: 6:44 PM

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21.7.08 :::

.

Busílis ::: 10:44 PM

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Que conste, depois desta longa reflexão a respeito do sexo e outros sexos que fiz a experiência de tentar estralar pipocas com celulares recebendo ligações e que não funcionou, de jeito algum, em hipótese nenhuma!!!

Incensenseiciador ::: 10:40 PM

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Eis a continuação Satônica:

"
Até aqui falei principalmente do infra-sexo, mas me referi de passagem a certos traços do sexo normal.

Este, sendo o oposto perfeito do infra-sexo, está, antes de tudo, ligado aos outros aspectos da vida do homem e às suas manifestações mais elevadas. Ele não as impede nem lhes tira energia; a energia usada no funcionamento do sexo normal é imediatamente reposta devido à riqueza das sensações e impressões recebidas pelo intelecto, a consciência e o sentimento. Além disso, no sexo normal não há nada que possa ser motivo de riso, ou estar ligado a algo que possa ser negativo no homem. Pelo contrário, ele repele, por assim dizer, tudo o que é negativo, e isso ap esar da intensidade muito grande das sensações e sentimentos ligados a ele.

Não quer dizer que um homem de sexo normal esteja livre de sofrimentos ou decepções ligados à vida sexual. Longe disso, esses sofrimentos podem ser muito intensos e agudos, mas nunca são causados pela divergência interior entre o sexo e as outras funções, especialmente as funções intelectual ou emocional superior, como ocorre no infra-sexo. O sexo normal é coordenado e harmonioso, mas a vida não o é; portanto, o sexo normal pode muitas vezes acarretar muito sofrimento. Mas um homem de sexo normal não culpa as outras pessoas pelo seu sofrimento e não tenta fazer sofrer os outros.

No seu sentimento há uma grande compreensão da inevitabilidade e fatalidade de tudo o que se relaciona com o sexo, e é essa compreensão da inevitabilidade que o ajuda a encontrar um caminho através do caos das emoções contraditórias.

Nas pessoas de sexo normal, a natureza contraditó ria e descoordenada de muitas emoções ligadas ao sexo deve-se, muitas vezes, ao lado da influência da vida em geral e dos vários tipos de infra-sexo, a uma causa diferente. A psicologia européia raramente tocou nessa causa, embora, ao mesmo tempo, ela seja perfeitamente clara à observação cotidiana. Essa causa é a diferença entre os tipos. A ciência abordou e está abordando de diversos ângulos a idéia da diferença dos tipos, mas os seus princípios fundamentais são até agora desconhecidos. Até muito recentemente, admitia-se, com algumas modificações, a antiga divisão em "quatro temperamentos". Há algum tempo, havia diferentes "tipos de memória" estabelecidos, como a "auditiva", a "visual", a "narrativa", etc.; atualmente, há quatro tipos sanguíneos determinados; na endocrinologia há tentativas de dividir os homens em tipos de acordo com as "fórmulas" ou "constelações" deles, isto é, a combinação de secreções internas que atuam neles. Mas tudo isso está até agora muito longe do reconhecimento da diferença radical e essencial entre os vários tipos de pessoas, e do estabelecimento real desses tipos. Somente nas doutrinas esotéricas existe um conhecimento exato e completo dos tipos e portanto não faz parte do âmbito do tema aqui tratado. Tudo o que pode ser determinado por meio da observação comum está restrito ao fato de que, em relação à vida sexual, tanto o homem como a mulher estão divididos num certo número, não muito grande, de tipos fundamentais. Para cada tipo de um dos sexos há um ou vários tipos positivos do sexo oposto, que despertam o desejo. Em seguida, vários indiferentes, e vários decididamente negativos, isto é, que repelem. Nesse sentido são possíveis várias combinações complexas, quando, por exemplo, certo tipo de mulher é positivo para certo tipo de homem, mas aquele tipo de homem é ou negat ivo ou indiferente para aquele tipo de mulher, e vice-versa. Nesse caso, uma união entre dois tipos combinados inadequadamente produz manifestações, tanto externas como internas, de infra-sexo de uma das categorias enumeradas acima. Isso quer dizer que para a manifestação normal do sexo há a necessidade não só de um estado normal tanto no homem como na mulher, mas da união de dois tipos correspondentes.

Para uma compreensão correta das teorias esotéricas referentes ao sexo, é preciso ter pelo menos uma idéia geral do papel e da importância dos "tipos" na vida sexual.

Do ponto de vista ordinário, os homens e as mulheres são considerados muito mais semelhantes do que são na realidade, e muito mais livres em suas decisões e escolha, que parece ser ilimitada exceto pelas condições gerais da vida, as divisões de classe, etc. Na verdade, mesmo com a ajuda dos dados psicológicos geralmente conhecidos, é possível compreender como a divis ão de tipos se manifesta na vida e como as pessoas dependem dela.

A "singularidade do amor" sempre ocupou a imaginação dos homens. Por que esse homem ama essa mulher, e não aquela? E por que a mulher ama outro homem e não este, etc.?

Onde estão o fim e o começo desse curioso jogo de atrações, sentimentos, humores, sensações, vaidades e decepções? A resposta é: unicamente na divisão de tipos.

Para compreender o princípio dessa divisão, precisamos nos dar conta de que, para cada homem, todas as mulheres do mundo estão divididas em várias categorias, segundo o grau de sua influência potencial, física e emocional, sobre ele, e de maneira totalmente independente dos gostos, simpatias e inclinações expressas por ele ou elas.

As mulheres da primeira categoria, das quais há muito poucas para cada homem, despertam nele o máximo de sentimento, desejo, imaginação e sonho. Elas o atraem irresistivelmente, independente de quais quer barreiras ou obstáculos, muitas vezes para grande surpresa dele e, no caso de reciprocidade no amor, despertam nele o máximo de sensação. Tais mulheres continuam sempre novas e sempre desconhecidas. A curiosidade do homem a respeito delas nunca se enfraquece, e o amor que tem por elas nunca se torna, para ele, algo comum, possível ou explicável. Nesse amor se mantém sempre um elemento do maravilhoso e do impossível. E não há nenhuma debilitação no próprio sentimento do homem.

As mulheres da segunda categoria, de que há uma quantidade muito maior para um homem, também o atraem, mas nesses casos seus sentimentos são mais facilmente controláveis pela razão ou pelas condições externas. É um amor mais sereno, mais facilmente adaptado às formas convencionais, internas ou externas, pode se transformar com mais facilidade num sentimento de amizade ou simpatia e pode murchar ou desaparecer, mas sempre deixando atrás de si uma terna lembrança.

As mulheres de terceira categoria deixam o homem indiferente. Se são jovens e atraentes, podem impressionar a imaginação dele, porém não diretamente, mas através de algum outro interesse na vida, como orgulho, vaidade, razões físicas, comunhão de interesses, simpatia, amizade. Mas, tendo vindo de fora, esse sentimento não dura muito e se enfraquece. As sensações são débeis e sem cor. As primeiras satisfações esgotam geralmente todo o interesse. Às vezes, se as primeiras sensações forem bastante intensas, poderão se transformar em seus opostos, antipatia, hostilidade e coisas assim.

As mulheres da quarta categoria interessam ainda menos ao homem. Elas também podem atraí-los em certos casos, ou ele pode se iludir e pensar que elas o atraem. Mas as relações físicas com elas contém um elemento trágico. O homem absolutamente não as sente. A continuação da intimidade com elas é uma violação mecânica de si mesmo e pode castigar forte mente os nervos, produzir impotência e vários outros fenômenos de infra-sexo.

Naturalmente, deve-se compreender que uma mulher que, para um homem, pertence a uma categoria, pode pertencer, para outro, a uma categoria completamente diferente, e que o número de categorias pode ser maior ou menor para diferentes pessoas.

As mulheres estão exatamente na mesma situação; para elas também há diferentes categorias de homens; e igualmente muito pouco depende da sua própria decisão e escolha intelectual ou emocional. Tanto uma como outra estão preparadas para elas. Nenhum princípio moral, nenhum modo de ver, afeição, gratidão, amizade, simpatia, piedade, nenhuma comunhão de idéias ou interesses pode criar uma sensação quando ela não existe; isto é, nada pode mudar coisa alguma nessa verdadeira lei férrea dos tipos.

Na vida comum, devido às muitas influências externas que controlam as vidas das pessoas, a lei de atração e repulsão dos tipos modifica-se parcialmente, mas apenas numa únia direção. Quer dizer que mesmo os tipos certos e correspondentes podem se repelir mutuamente e não se sentir mutuamente sob a influência dos conflitos emocionais e da diferença de gostos e compreensão. Mas os tipos inadequados e não correspondentes não podem nunca ou em quaisquer circunstâncias sentir-se um ao outro. Além disso, mesmo o elemento mais insignificante de infra-sexo, no homem ou na mulher, arrasta suas relações, sentimentos e sensações recíprocas para uma categoria inferior, ou ainda destrói completamente tudo o que era positivo neles.

Se é de todo possível uma fuga da lei de ação dos tipos, só é possível observando os princípios da Karma-yoga e com plena compreensão da natureza da diferença entre os tipos. Mas isso se refere à vida daqueles que vêem ou estão começando a ver.

Na vida comum em geral, o princípio diretor é a cegueira. Mas esta é particularmente surpreende nte em relação às questões do sexo. Desse modo, na compreensão comum, não se admite, e até se desconhece inteiramente, a idéia de que, no caso da combinação inadequada de tipos, um deles, ou ambos, não sentirão absolutamente o outro. Além disso, não se leva em consideração que não há nada mais doloroso e imoral do que relações sexuais sem sensações; e também que o grau e a qualidade das sensações nas relações sexuais são evidentemente conhecidos, mas não se considera que dependam dos tipos. Isso não é absolutamente levado em conta, sem dúvida alguma, devido à influência do infra-sexo na vida.

(...)"

Sato


Incensenseiciador ::: 3:57 PM

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20.7.08 :::

Ei-lo novamente, Sato sem senha, me pedindo para publicá-lo em seu próprio blog:

Perdão pelo tamanho do texto, mas acho que vcs, hipotéticos leitores, apesar da TV e dos blogs, ainda conseguem ler um texto maior que três parágrafos e manter sua atenção e tudo o mais. Bom, o texto abaixo foi extraído do último capítulo de um livro de P. D. Ouspensky, me pareceu bastante significativo e atual, e fala sobre um tema que é importante na vida de todos nós. Também achei interessante a simetria de algumas idéias com o posterior pensamento reichiano (esse texto é de 1912, com algumas modificações em 1929 - após o contato do autor com as idéias de G.). Impossível evitar de fazer a correlação entre o infra-sexo e o caráter neurótico, e o sexo normal (no sentido de saudável e natural, c ertamente não no de estatisticamente mais frequente) com o caráter genital.... É só a primeira parte, depois mandarei o complemento. Aí vai:


"(...) Levando em consideração tudo isso, é necessário, antes de tentar definir o sexo normal, determinar o sexo inferior, ou infra-sexo. Deve-se começar com o infra-sexo, porque só se pode chegar a uma compreensão do supra-sexo pela eliminação de tudo o for determinado primeiro como infra-sexo, e em segundo lugar como sexo normal.

É comparativamente fácil estabelecer o infra-sexo, se tomamos como sua característica principal o desenvolvimento interrompido, ou a degenerescência que começou ou está começando.

Mas a identificação do infra-sexo é impedida pela variedade e caráter contraditório das formas em que ele se manifesta, e especialmente pelo fato de que algumas dessas formas, do ponto de vista comum, parecem ser um fortalecimento e um desenvolvimento exager ado da energia, dos desejos e sensações sexuais.

Portanto, logo desde o começo, deve-se dividir o infra-sexo em duas categorias: degenerescência óbvia e degenerescência oculta.

Pertencem à primeira categoria as formas mais decadentes de manifestação do sexo, tais como todas as anormalidades sexuais evidentes: isto é, o sexo subdesenvolvido, todas as perversões, no sentido tanto dos desejos sexuais anormais como da abstinência sexual anormal; a aversão, o medo, a indiferença ao sexo, o interesse no seu próprio sexo, embora nos homens o último tenha um significado completamente diferente do que tem nas mulheres, e nestas não seja necessariamente uma indicação do infra-sexo.

Pertencem à segunda categoria os casos frequentemente relacionados com a intensidade elevada da vida sexual que, conquanto externamente pareça normal, embora exagerada, na realidade indica também uma degenerescência interior. Trataremos mais adiante dessas categoria.

A característica fundamental de todaas as categorias de infra-sexo é a ausência de coordenação entre a idéia do sexo e as idéias das outras funções normais do homem. O sexo sempre leva as pessoas do infra-sexo à "tentação", ao "pecado", ao crime, à insanidade ou à devassidão.

Para o homem ou mulher normais o sexo não encerra nenhum perigo. Num ser humano normal, o sexo se harmoniza com todas as outras funções, inclusive a intelectual e emocional, e até com o desejo do milagroso, se ele existe na alma do homem. Nenhum dos pensamentos, emoções, aspirações do homem contraria o sexo, nem este se opõe a eles. O sexo, interiormente, justifica-se completamente no homem normal, e essa justificativa se baseia apenas na coordenação total do sexo com as funções intelectual e emocional.

Mas se o homem nasceu ou se torna anormal, quase sempre se desenvolve dentro dele uma atitude negativa em relação ao sexo e a condenaÍ ?ão deste.

As anormalidades podem ser muito diferentes. Pode haver impotência total, incapacidade tanto para a função externa como para a sensação. Pode haver capacidade para a sensação relacionada com a incapacidade para a função externa, isto é, a presença de desejos, mas a impossibilidade de satisfazê-los. Pode haver a capacidade para a função externa relacionada com a completa ausência de sensação. Pode haver a capacidade para a sensação, apenas na condição de funções externas anormais. Em todos esses casos, as sensações sexuais são acompanhadas de um sentimento de desarmonia entre o sexo e outros aspectos da vida interior, especialmente os superiores, ou os que são considerados superiores; e como consequência surge uma não-compreensão do sexo, o terror e a aversão a ele.

O infra-sexo, que condena o sexo e o repele como um "delito", representa um fenômeno muito curioso na vida e na história da humanidade.

Ness e caso, o sexo e tudo que se refira a ele é declarado pecado. A mulher é o instrumento do demônio, o homem é o demônio, o tentador. O ideal de "pureza" é impotência sexual, infantil, senil, ou patológica, que nesse caso se manifesta em "abstinência", tomada por um ato de vontade, ou em "falta de interesse" pelo sexo, explicada na prevalência de outros interesses, "espirituais".

Nas pessoas de infra-sexo, o sexo é às vezes mais facilmente subordinado às tendências intelectuais e emocionais (geralmente de caráter negativo) do que num homem ou numa mulher normais.

Um homem normal, portanto, parece a uma pessoa de infra-sexo como possuída de alguma força incompreensível e hostil. E esta considera ser seu dever lutar contra essa força em outras pessoas, porque acredita que a venceu em si mesma.

E isso explica realmente todo o mecanismo da influência que o infra-sexo tem na vida.

Entre as outras pe ssoas, as de infra-sexo parecem as mais morais. Na religião, as mais santas. É fácil pra elas serem morais e santas. É claro que se trata de pseudomoral e pseudo-santidade, mas as pessoas vivem, geralmente, com pseudo-valores, e só raríssimas vezes desejam encontrar valores reais.

É necessário compreender que quase toda a moral que foi imposta à raça humana, quase todas as leis que controlam a vida sexual, quase todas as restrições que dirigem a escolha e a decisão das pessoas nesses casos, todos os tabus, todos os medos, tudo isso originou-se do infra-sexo. Este, justamente devido à sua diversidade do sexo normal, à sua incapacidade de se tornar normal e à sua não-compreensão do sexo normal, começou a se considerar superior, a ditar leis a este.

Isso não quer dizer que tudo que é moral, todas as leis e restrições referentes ao sexo estejam erradas. Mas como sempre acontece na vida quando idéias justas se originam de fontes erradas, ao lad o do que está certo elas carregam consigo uma porção de coisas erradas, que contrariam a essência fundamental delas, ocasionando novas confusões e complicações.

A menos que nos coloquemos de um ponto de vista mais amplo e nos dermos conta de que de fato toda a história da humanidade nada mais é do que o predomínio das formas patológicas sobre as normais, será impossível encontrar nela exemplo mais surpreendente de formas patológicas legislando para formas normais. Além disso, é muito característico que, enquanto o infra-sexo coloca continuamente sob suspeita e condena impiedosamente o sexo normal e suas manifestações, mostra muito mais tolerância em relação às formas pervertidas, patológicas.

Desse modo, o infra-sexo encontra sempre uma desculpa e uma justificativa para as pessoas de "sexo intermediário" e suas tendências, assim como para várias formas anormais de satisfação sexual. É claro que as pessoas de inclinações anormais são, por essa mesma razão, pessoas de infra-sexo. Mas não se dão conta disso e muitas vezes ficam indiscutivelmente orgulhosas de sua diferença das pessoas de sexo normal, que elas consideram "grosseiras" e "animais", sem o refinamento que atribuem a si mesmas. Há até teorias que consideram o "sexo intermediário" como o resultado da evolução.

Tudo o que se disse até agora refere-se apenas a uma categoria de infra-sexo, embora nessa categoria possam ser vistas claramente várias formas, desde a impotência até a homossexualidade.

A outra categoria de infra-sexo não abrange quer a impotência, quer as inclinações antinaturais. E, como foi assinalado antes, as manifestações dessa categoria, exceto as extremas que estão no limite da insanidade patente, não são geralmente consideradas anormais.

Os fenômenos dessa categoria podem ser divididos em dois grupos.

Peertencem ao primeiro as manifestaÍ ?ões sexuais coloridas com o que podemos chamar a psicologia do lupanar. E ao segundo, as caracterizadas por sua relação estreita com as emoções opressivas e mórbidas de um caráter violento ou desanimado.

Ambos os grupos podem ser explicados pelo fato de que o sexo, e tudo o que lhe diz respeito, tem a capacidade de se ligar aos aspectos mais contraditórios do ser humano.

No primeiro grupo, o sexo está relacionado com o que existe de mais baixo no homem. Para esse homem, o sexo está envolto numa atmosfera de imundície. Ele fala e pensa sobre o sexo com palavras e pensamentos sujos. Ao mesmo tempo, é escravo do sexo e se dá conta dessa escravidão, e parece a ele que todas as outras pessoas são escravas como ele. Ele conspurca mentalmente o sexo e tudo o que se relaciona com ele, inventa anedotas indecente ou gosta de ouví-las. Toda a sua vida está cheia de linguagem obscena; tudo é, para ele, tão sujo quanto ele próprio. Se não degrada o sexo, o ridiculariza, toma-o como uma piada, tenta encontrar nele algo jocoso.

Essa procura do cômico no sexo, a introdução do riso nele, dá origem a um tipo especial de pseudo-arte, a pornografia, caracterizada precisamente pela derrisão do sexo.

Sem esta, a arte erótica, mesmo em suas formas mais extremas, pode ser inteiramente normal e legítima, como era, por exemplo, no mundo grego e romano, na antiga Índia, na Pérsia no período de florescimento do Sufismo, etc. A ausência da arte erótica, ou as suas formas inadequadas indicam, pelo contrário, o nível moral muito baixo de uma dada cultura e a predominância do infra-sexo.

Este, naturalmente, em todas as suas manifestações, procura confundir a arte erótica com a pornografia. Para ele não há nenhuma diferença entre esses dois fenômenos.

Com relação ao sexo normal, é necessário assinalar que não há nada risível nele. A função do sexo não pode ser côm ica, não pode ser objeto de gracejo. Essa é uma das características do sexo normal.

Para continuar a enumeração dos traços da forma de infra-sexo que se caracteriza pela psicologia do lupanar, pode-se dizer que esta é determinada pela separação do sexo das outras funções, e pelo antagonismo dele a todas elas. Para a vida intelectual e emocional, até simplesmente para a atividade física (no caso das pessoas dessa forma de infra-sexo), o sexo é apenas um impedimento, um obstáculo, um desperdício de força, de energia. Esse desperdício de energia nas funções sexuais e a percepção dele é um dos traços distintivos da forma de infra-sexo em questão.

No sexo normal esse desperdício não existe, uma vez que a energia é imediatamente renovada por causa da riqueza e caráter positivo das sensações, pensamentos e emoções ligadas ao sexo.

A forma de infra-sexo em questão é frequentemente muito ativa em suas manifestações na vida, e está muito difundida. Devido a numerosas peculiaridades da nossa vida, sobretudo ao poder do anormal sobre o normal e do "inferior" sobre o "superior", muitas pessoas que na verdade não pertencem ao infra-sexo só aprendem a respeito do sexo de pessoas dessa forma de infra-sexo, em palavras e expressões que fazem parte dela, e imediatamente recebem um choque do sexo como de uma coisa impura. Eles têm uma repulsa à psicologia do lupanar, mas não podem se descartar da impressão que receberam, começam a acreditar que não há nada além disso, e toda a sua própria mentalidade em relação ao sexo se torna colorida e impregnada de desconfiança, suspeita, medo e repugnância.

E esses medos e a repugnância por essa forma de manifestações do sexo estariam muito bem fundados se pelo menos elas soubessem que o anormal não pode ser considerado uma lei para o normal e que, ao evitar o anormal, é importante não sacrificar o normal.

O sexo nessa forma está estreitamente ligado ao crime, e realmente na vida um caráter criminoso, tendências criminosas são raramente encontrados sem ser na forma de infra-sexo. Mesmo na psicologia científica corrente, essa forma de manifestação sexual, desprovida de qualquer ligação com o sentimento moral, é definida como a mais baixa ou animal. É a predominância dela na vida que mostra, acima de tudo, o nível em que se encontra a humanidade.

No segundo grupo de manifestações dessa categoria de infra-sexo, isto é, naquele em que as funções sexuais não diminuíram, mas, pelo contrário, até aumentaram em comparação com o normal, o sexo está ligado a tudo que é violento e cruel no homem.

O homem dessa forma de infra-sexo parece estar continuamente à beira de um precipício. O sexo e todas as emoções que pertencem a ele se tornam, nesse homem, ligados inevitavelmente à irritação, suspeita e ciúme; a qualquer momento ele pode se enc ontrar completamente possuído por um sentimento de injúria, orgulho ofendido, um sentido assustador de posse; e não há nenhuma forma de crueldade e violência de que não seja capaz para vingar sua "honra ultrajada" ou "sentimentos feridos".

Todos os crimes passionais, sem exceção, pertencem a essa forma de infra-sexo.

No capítulo X citamos as palavras do prof. Chwolson, que disse que "são necessários muitos esforços e trabalho prolongado sobre si mesmo" para nos acostumarmos com a doutrina da relatividade. Mas é preciso um esforço mental muito maior para não ver nada mais que o "infra-sexo" em todos os crimes e assassinatos cometidos por ciúme, suspeita, desejo de vingança, etc.

Mas se fizermos esse esforço e nos dermos conta de que na figura de Otelo, por exemplo, não há nada além de patologia, isto é, emoções anormais e pervertidas, ficarão claras pra nós as mentiras com que a humanidade viv eu e vive.

A dificuldade de compreender a natureza dessa categoria particular de infra-sexo é criada pelo embelezamento contínuo, e desejo de enobrecer e justificar todas as manifestações de violência e emoções degeneradas ligadas ao sexo e aos crimes passionais. Todo o poder hipnótico da arte e da literatura é dirigido para a glorificação dessas emoções e crimes. É acima de tudo essa hipnose que impede a compreensão correta das coisas e faz as pessoas que não pertencem absolutamente ao infra-sexo se considerarem obrigadas a pensar, sentir e agir como as do infra-sexo.

Tudo o que foi dito sobre infra-sexo pode ser resumido nas seguintes proposições:

A primeira categoria de infra-sexo, desde a impotência até as perversões, beira as manias e fobias, isto é, as inclinações e medos patológicos; a segunda, em sua primeira forma, animal, está mais próxima da estupidez, da ausência de sentimento moral; e em sua segunda forma, mais viol enta, assemelha-se à insanidade delirante ou à mania homicida, e mesmo em suas manifestações mais brandas está cheia de idéias e imagens mentais fixas, acompanhadas ou evocadas por emoções torturantes e violentas." Continua...

Sato


Incensenseiciador ::: 4:31 PM

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10.7.08 :::

Venho por meio desde publicar o que me pediu Sato, o Insensato, segundo dizem:

Abre aspas (ou tatáspas?)

Caro iuG, venho por meio desta novamente abusar de sua boa vontade e pedir pra que publique o texto abaixo em nosso honrado blog. Gracias!

Só pra comentar um pouco sobre os comentários do meu último post:

Markito - Em nenhum momento do meu texto estava falando de nada metafísico, aliás, é tudo propriamente físico (embora seja uma física reichiana/energética, com algumas pitadas de Gurdjieff). A tal energia da tomada, que, como tudo, é uma vibração, portanto ondas num determinado meio, serve para ativar o mecanismo do Microondas, que (admito que não sei como - gostaria de saber) geram essas novas vibrações, num determinado comprimento de onda - as microondas - que, de alguma forma, esquentam a comida. Diferente de algo que se aquece por resistência elétrica, isto é, vibrações num metal, que, por algum motivo, geram calor. Da onde vem esse calor, também não sei. Mas bom, o fato é que essas microondas, pela lei da ressonância, afetam mais algumas partículas do que outras, como vc bem observou. Agora, ressonância é quando uma determinada vibração faz com que determinadas estruturas ou partículas compatíveis, vibrem também, no mesmo "tom". Parece que a água realmente é particularmente afetada. Bom, segundo o velho Reich e alguns outros velhos ensinamentos, parece que a água é uma substância com a importante propriedade de atrair e reter energia (energia universal: orgone, prana, éter, toki energy, como vc quiser chamar). O fato que essa vibração que as microondas induzem por ressonância na água e outros materiais parece, de alguma forma, transformar a própria energia contida no alimento (ou na água) em calor. Então, o alimento fica desenergizado. Quando vc aquece ele com fogo, vc usa a energia da lenha ou do gás, então o alimento mantém sua própria energia e fica quente. Sem falar no maravilhoso processo alquímico que é cozinhar um alimento, como o cozimento altera profundamente a estrutura básica do alimento, e paree carregá-lo energeticamente.

Enfim, isso tudo pra demonstrar como uma coisa tão básica e cotidiana ainda é profundamente desconhecida e não explicada. como muitas outras, aliás, e como é possível olhar à nossa volta e se surpreender com os mistérios mesmo nas coisas mais simples e consideradas "óbvias" e "explicadas" pela ciência oficial. Aliás, é essa ciência que é propriamente metafísica, pois se utiliza de uma série de termos sem definição e sem explicações, que devem ser aceitos como dogmas, ou como estando além do nosso direito de questionamento - como, por exemplo: matéria, energia, espaço, tempo, movimento, calor, eletricidade, campo eletro-magnético, etc, etc...

Digo, aliás (apenas ligeiramente por uma hipérbole), que nossa atual ciência e tecnologia está baseada totalmente na "experimentação" - isto é, "bom, quando eu faço isso, aquilo acontece". Agora no campo das explicações, teorias e etc, é tudo apenas metafísica (no sentido de algo sem relação com a realidade).

Ah, também não falei nada de conspiração, acho que o problema é ignorância, mesmo.

Busilis - Concordo com vc, mas em nenhum momento eu falei algo sobre voltar à natureza, abandonar as "conquistas" da civilização ou voltar ao passado! Falei apenas que tem algumas tecnologias que estão sendo largamente utilizadas que, ao que parece (e não só por teorias reichianas, mas pelo o que indica várias pesquisas que estão sendo realizadas pela ciência oficial - mas não muito divulgadas), podem fazer muito mal à nossa saúde! Além do microondas e dos celulares, temos as torres de celulares, lâmpadas fluorescentes, televisões de tubo catódico (sem falar no que passa nelas!) e etc, isso apenas pelos intensos campos "eletro-magnéticos" que eles causam. Não quer dizem que não possam ser utilizados, mas deve se evitar ao máximo proximidade física desses campos! Se as pessoas acham que são coisas essenciais para a vida, bom, aí o que podemos fazer? Quanto ao excesso de impressões de coisas negativas, bom, elas estão aí, cada um tem que saber como vai se alimentar. Prosseguindo na metáfora, vc que escolhe se vai comer no McDonald´s, ou um espetinho na esquina, ou uma iguaria tão tóxica como essas no Fasano, mas que vai custar cem vezes mais, - ou alimentos que você realmente necessita e aprecia, não estragados ou envenenados, frescos e com carga energètica. Não é preciso acabar com o Mac pra isso. O certo é que ninguém nos obriga realmente a "comer" todas essas porcarias, é apenas o nosso apego e ignorância (falta de consciência) que nos prende. E consciência é algo que ninguém pode dar pra nós, somos nós que temos que cultivá-la e desenvolvê-la....

fecha aspas e tatáspas

Sato


Incensenseiciador ::: 7:29 PM

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4.7.08 :::

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Busílis ::: 2:19 PM

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